Wednesday, May 30, 2007

Não entendi o enredo desse samba, amor!


A vida está me agitando pelos caminhos mais engraçados! Não sei se acredito em destino, em coincidências, em algo escrito em algum lugar. Acredito em fé, bons pensamentos e acredito MUITO que "what goes around, comes around".


A vida já me fez cleaner, já me colocou vestido de mexicana e "buenos dias" na porta do bar(1). Já me fez carregar pratos quentes e pesados por escadas de restaurante francês(2). A vida já me tirou de relacionamentos duráveis e concretos e me jogou em apartamentos desconhecidos. A vida já me fez dar voltas e esperar respostas. A vida já me fez perguntas e não deu respostas. Antes disso, muito antes, ela já me fez cuidar de crianças americanas e fazer cursos de babystitter. Mamadeira, trocar fralda, doenças comuns e brinquedos criativos. Já me ensinou Vigotsky e Piagét. Já me deixou entrar numa faculdade pública e aprender que o melhor que se leva dessa vida são as pessoas que se conhece. A vida já me fez contar cada centavo para comprar um café, limpar o Visa para pagar a Rent due on 1st of June. Mas já me deu uma grana na conta corrente, sem parcelas, à vista com meu próprio dinheiro. A vida já me fez pagar bond, pedir desculpas e negociar vaga de garagem. Já me fez pensar em voltar, em ficar, em voltar, em ficar. Já me colocou a União Européia a um piscar de olhos. Me fez ver que posso ganhar o mundo. A vida me deu contatos bons, empregos garantidos. A vida começou a me invadir. E eu amei. E eu sou cheia dela agora. Ela já me fez pagar hotéis, ganhar vinhos, beber bourbon. Lemon Lime Bitters e Pink Lemonade. A vida já me tirou de reuniões no Sofitel (numa sala francesa) e me jogou no Ibistro, offering soup of the day (carrot and ginger. "whatever happened to the traditional chunky vegetables stuff). Já me vestiu de preto e crachá e hoje me colocou de saia e bota. A vida já me fez desejar muito e ser desejada. Já me colou em experiências surreais. Foram poucas as vezes que eu disse Não. Foram muitas as que me joguei de cabeça. A vida me deu uma família deliciosa. Me deu a vovó Elena colorida, a mamãe inteligente doutora em seminários pelo mundo científico. Me deu um pai louco por relógios. Tic tac. Especialista, maior colecionador de peças raras. Uma inquestionável paixão por cronógrafos e ponteiros. Waterproof. A vida me fez waterproof. Me fez mergulhar em Venice, na Califórnia e em Cairns, na maior barreira de corais do mundo. A vida me deu um irish lover lindo e amado, que me faz sentir FULL ON everyday. Já me deu um grosso que me batia também. E eu gostava. Dificilmente eu não gosto. A vida me tirou um grande amor, mas ali mesmo na sala Formule 1 do Primeiro Andar, me deu uma amiga com planos de viagens. E eu disse: "Boraê, brother. É nóis na Lan Chile". A vida já me apresentou um suiço que eu fui atrás em Zurique com família e tudo, um italiano suspeito que virou piada de todos os HH do Brasil (3). Já me fez conhecer tanta gente de tanto lugar. A vida me deu a oportunidade de correr atrás dela. E é isso que eu tento fazer. Dia a dia. Me fez entender o mapa de metrôs de Nova Iorque e dirigir um carro na Philly com minhas amigas au pairs. A cidade da Independência americana. E que se phodda a rainha, once again. Me levou até o paraíso com uma van 1983 sem breakpads. A vida me ensinou a servir, a pedir e a controlar meus impulsos. Mas com Jack Daniels e Cola não dá para ser ponderada. A vida me ensinou a aproveitar o melhor dela. E a valorizar as coisas boas que ela tem. A vida me deu pessoas inteligentes demais, filósofos, TOs, cabelereiros, coffee makers, acionistas. A vida me apresentou semi-gays e gays e eu nunca disse que não dava. E ía. Eu não abro mão. Já ouvi muita coisa que não gostei, já disse muita coisa pertinente. Já mandei e fui mandada. Já fui presidente da CIPA e já limpei o Dutch Bank da Winnyard. Sem medo de ser feliz. A vida me deu a Manu, a Thá, o Zoppa, a Lú Machado, o Klebs, Camilla, Paula, Cinthia, Van Garcia, Relisinha, Flavia Darin, Fernanda Bonato, Ninasleo, Juliana Vieira, Adrielli, Celso Estrella, Jussarinha, Ieda, Anitinha. A vida me deu pessoas boas. Thais Gomes, Danilão, Robô. E muuuito mais. A vida já me fez parar e pensar, mas me fez querer fazer sem mais nem menos. Me deu churrascos incríveis, noitadas sem explicações e pubs PERFEITOS.

A vida me mostrou que, se você está disposto, ela abre a porta.

O mundo conspira a favor.

Medo de nada, cabeça erguida, peito para frente.

Ainda tenho muitos receios, mas nunca me arrependo do que fiz.

Só tenho que lidar com as consequências. (sem tremas)

De resto, é nóis.

All happy and tals.

Se é aqui, na Irlanda, em Londres ou em Sampa, só o futuro nos dirá...


1. El Zorro, Rozelle.

2. Little Snails, Pyrmont.

3. Bangladesh, Líbano, Croácia, Eslováquia, América, Austrália. To name few.


....................... Mas as aulas merda continuam na Mercury Colleges.

.......................Lição do dia: Acolha pessoas com perguntas. Sempre.

Sunday, May 27, 2007

O prazer sobre a razão ou a razão dominando o prazer?

A incansável luta do meu Id e meu superego.
No inibition, no ponderation, live like there is no tomorrow.
OU
Pensar, calcular e seguir os padrões da sociedade rural?
Ainda não me decidi. Aliás, sempre vivi uma Id life. Mas os anos vão passando e é por demais questionável se já não se faz hora de deixar o Superego dominar e comandar a Veridiana aqui?
Nunca gostei dos padrões morais e dos manuais de ética e boa cidadania da Tradição, Família e Propriedade. Mas está na hora de seguir algumas regras.

Blah.

Quero ser adolescente de novo.

Blah.

TFP my ass!

Nunca mais bebo vinho. Até sexta pelo menos.

Friday, May 25, 2007

Call me Mr. Right


Optus wishes to advise that you have insufficient credit for this call.


Ou em outras palavras: Hey, brow. Seus créditos acabaram. Passa na Newsagency.


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Ontem, num ataque de consumo e de respeito aos meus pés, comprei outro sapato. Como diz mamãe: "shoes, shoes, shoes". Perdi 40 minutos com eles na Myer de Melbourne escolhendo um par de sapatos. Crazy. Manolos, for sure. Enfim. Estava eu na preteleira de 20 dollars, passei para a de 30 dollars, 40 dollars. Achei meu par. Só tem size 9. Outro. Only in 10. Ah. Onde estão os 7 1/2? Até que eu descobri um mundo além-promotions. Os mais belos sapatos do mundo. Em todos os sizes do mundo. Eles falavam baixinho: Eu, Veri, eu, Veri, eu, Veri. Segurei firme com a mão, olhei profundamente. 125 dólares. Quase um sábado inteiro de tap waters. No, thank you. O mundo dos sapatos no sale é gorgeous, mas não é para mim na Oz. Alô, é da Fiji Airlines?


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Falei com Klebs Lucas. Existe coisa melhor que falar com quem te entende?


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Usei minha saia de laço vinho ontem. Boa. Tomei champanhe no Kobe Jones e trouxe staff meal para casa. You are great with the customers.


Sem grana ainda, mas espero que chegue loooogo. Now. Now.


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Vou abrir o Europe fund hoje. Que venha muita grana! Amo.

Thursday, May 24, 2007

Tão iguais, tão diferentes




Essa semana duas coisas me chamaram atenção. O fato de todos os seres humanos serem basicamente tão iguais e, ao mesmo tempo, tão diferentes. Explico-me melhor.




Tão iguais...


Conversando com Dora da minha sala, uma húngara belíssima em seus modelos Guess, bolsas chiques, blush rosado na medida certa e sombra na parte interna do olho (innovation), ela me disse que quer terminar o curso de Business na Oz. Por que, Dora? Porque na Hungria ninguém vai saber que o curso é uma porcaria. Eles não sabem que os professores são de Bangladesh com the brokest English in the world. Conta muito um curso como esse em Inglês em outra parte do mundo. Dora plabeja voltar a seu país, terminar seu curso de Economia na faculdade e arranjar um bom emprego em Budapeste. Será que já ouvi essa história antes? A pemba do curso de Business enfeitando CVs around the world para conseguir emprego em grandes cidades? Creio que a história esteja se repetindo now em Praga, Belgrado, Milão. Exatamente a mesma história. No final das contas, we are all after the same stuff!




Tão diferentes...


A cultura oriental domina a Austrália. Muitas pessoas de todos os lugares. Enfim. Pontos positivos e negativos. Os clientes da China, com seus dicionários de Inglês a tiracolo, me chamam: "Come here". Nem um please, nem um thank you, nem sequer um I am sorry. Fine, fine. Vim aberta ao novo. Mas ontem esse novo me fudeu. No meu novo trabalho no japanese, todos os garçons e garçonetes são orientais (Indonésia, Japão, South Korea). A mesma coisa na cozinha. Só tem um indianinho perdido de kitchenhand. Chega umas 21h30, meu job fica bem easy porque eu só fico fechando contas. Ninguém mais chega ao restaurante para ser sentado. Então há uma linha muito tênue entre "o que eles deixam eu fazer para ajudar" e "o que eles acham que é trabalho deles". Ontem por 3 vezes invadi o espaço de alguém. Duas vezes de orientais. Estava levando umas bebidas para a mesa da Maki, ela me parou no meio, pegou a bandeja: "Is it mine?". E assim roubou de mim. Thank you, I am sorry, pra que, né, gente? Depois aquele menininho south korean com 5 cafés numa bandeja e um para fora. Posso te ajudar a levar, perguntei a ele. "Não". (Yes, please. No, thank you. Vou ensinar a ele. Laura Winston já dizia isso lá em 2002). Querendo ser simpática, num brazilian way of living, "como você consegue levar tantos cafés?", num tom meio de elogio. "By my hands" (sic). Ele quis dizer: "With my hands". Despite of the English mistake, a frase cortou meu ouvido e meu coração. Se fuder, borther. Enfia a sua mão, seus lattes e short blacks e seu broken English... mas me contive.




Depois o brother da República Tcheca foi grosso, mas esse eu desconsidero. É o jeito do Leste Europeu mesmo. Mas ao invés de falar: "That's fine, leave there", ele emite uns sons com a boca, como se tocando um cachorro de rasgar o lixo. "tsi, tsi, tsi". Not very professional.




Mas tudo bem. Fico eu pensando se eles não acham que eu sou a bitch que fica parada na porta e não faz nada. Mas eu quero fazer, eles não me dão espaço. Tô pensando em levar uma conversa honesta com o Ben. Ele ainda nem me pagou a semana passada. Veio com os papéis do TFN ontem! Achei isso bem, bem dodge!




Ontem tinha 2 mesas corporate. Uma com uma japa Janice que parecia da máfia japonesa e mais uns 30 homens aussies. E uma mesa da KPMG. Fino. E eu querendo meu AMEX Corporate too.




Quando eu voltar pro Brasa, vou colocar no CV: "Deal with asians" e isso tinha que somar 345 pontos num processo seletivo. Não por eles serem ruins não, mas porque a cultura é OUTRA.




Alô, é da LAN Chile?




ps. Van business girl as well.

Saturday, May 19, 2007

Japanese Sleeper


Tá. Imagina que você é rica, tem todas as roupas lindas do mundo, uma casa que vive cheia de visitas e que você os recebe na porta, os acompanha pelos corredores infinitos da sua casa cheia de velas, luzes avermelhadas na parede, luz baixa no teto. Você é a anfitriã. Assim que eu me sinto no KJ. O meu novo japanese restaurant. Me sinto recebendo pessoas na minha casa, eles orgulhosos e felizes porque há um ambiente, uma vista, um glamour. E eu faço tudo isso de salto, saia, brincos, sorriso no rosto. Ahhhhhhhh. Pensa, cara. E no final ainda bebemos vinho todos juntos, as meninas do atendimento me contam o decorrer da noite e eu falo sobre o Brasil (TODO mundo é fanático pelo Brasil, doesn't matter where I go in this world). E é muito bom falar da comida, das pessoas, do samba e da caipirinha. Quando estou feeling brazilian eu não falo sobre PCC, violência, assaltos e afins. Eu falo da coisa boa e do jeito bom de ser brasileiro. (onde estão esses brasileiros amados em Sydney? Os meu very few brazilian friends here estão cada vez mais diminuindo. hahahahahah). MEDO. Voltando... isso. Deu tudo certo meu Japanese experience. Digo mais: ontem fizeram um cake, um cocktail de pineapple e blue curaçao. Que? Isso. Todo um ritual pro meu niver e gritavam palavras em Japanese. What a blast! I am telling ya. So happy. É o terceiro emprego maravilhoso que eu arranjo around my bday. Deus tá assim ó comigo. Um doce. Uma maravilha.


O restaurante tem mais ou menos 70 mesas. As quais, entre 7:30 e 8:30 estão repletas. Filas na porta. Um luxo. Dessas, só tive 2 fussy tables last night. E deu. Table 80 e a 73. De resto, luxo.

Hoje é meu aniversário e eu só faço falar no meu new job. Ahhhhh. É bom. Ser paga para fazer o que você gosta e não correr igual uma freak tentando make up pelo short staff do Ibis. Derrubando bowls, filling juices, apologizing for every fucking thing. Pessoas que pegaram uma pechincha de um hotel 3 estrelas e acham que estão no Hilton. Que? Sim. Ahhhh. Já estou começando a falar mal do Ibis. Isso não se faz. Ele me sustentou aqui por 1 ano, me deu amigos para vida e vai pagar uma certa viagem que estou a fazer em Julho.


26 anos de idade. Como diz a menina ao lado de Carrie Bradshaw no Il Cantinori: "Fuck, I am old". Old, but happy.


Ainda não fiz meu primeiro milhão, não tenho carro tampouco a certeza de onde estarei em Janeiro de 2008. Mas sei que me importo com isso later. Deus já me deu os presentes que eu preciso: os meus amigos maravilhosos, a minha família fodástica (mamis, vovó, Gabi, etc), o meu jogo de cintura e a minha saúde. I won't ask for anything else. Só um presente tipo o KJ vez ou outra... hein?


Um pingo de entusiasmo e um pouco de fé podem mudar o mundo. O teu mundo first, depois o de alguém que você ajuda, e alguém que ajuda outro alguém. Mais ou menos a Corrente do Bem. Se todos estão mal, tudo fica mal. E dali não sai.


Hum... presentes de niver? Tcho ver. Ganhei o melhor email da Nina, o melhor email da Ana Lú do colegial, uma pulseira com meu nome e a minha data do Stevo, O KJ de Deus, uma passagem de mamis, grana na conta da vovó e Curi. Me dei a sandália mais linda do mundo plus a saia mais linda do mundo (baba: veludo marrom da Rip Curl. Isso, a que eu babo há anos).


Carcas, tô em ecxtasy. Sem de fato estar. Just saved myself 30 dollars.


Amo.


Fica aqui o desejo de dias assim de novo. Hangover and all that crap, but still!


I AM FREE OF TAP WATER, LEMON, NO ICE, TALL GLASS. Pelo menos 4 days a week.


Chá comigo!


ps. o beijo fica para Manami e todas as palavras em Português that she knows!

ps2. E a foto uma que eu me acho bonita. É meu niver, porra!

Wednesday, May 16, 2007

Make up your mind

Lição do dia: Tem coisas que não nos dizem respeito, portanto não se intrometa.

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Tem coisas que temos certeza, outras que mudamos de opinião every once in awhile. Normal. Coisas que não decidimos ainda: viver no Brasilzão com todos os problemas (the whole lot que eu não quero pormenorizar) ou se entregar a Oz sozinha? É melhor persistir num relacionamento durável e sólido ou se arriscar por algo diferente? Ah é! Ainda não decidi se é melhor ganhar algo material ou enjoy uma vista de um restaurante chique que se mexe. It's ok not have your mind set up in a position. Mas como diz mamãe "quando decidir, tá decidido" (sic).

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Ontem consegui um trampo de hostess num restaurante japonês. Desde então estou com um medo estranho, não sei se dou conta. Não sei o job, manja? Estou bem habituada com o Ibisão, sem supervisão whatsoever, fazendo as coisinhas no meu ritmo, ao meu tempo. Freaking out here. Fuckin freaking out! Nem dormi direito. Calma. Há de passar. Excitação e medo se misturam. Não quero mais ser mandada embora de novo! Tá, só aconteceu uma vez, mas ENOUGH! A sensação é ruim, meu.

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Um beijo para minha nova-velha amiga Van. Always ready to some filosofia...

Sim...


Ela conseguiu o emprego com classe. Chegou no restaurante em Circular Quay, fechou uma garrafa de Sauvignon Blanc vinda de Marlbourough (ou algo parecido), pediu 3 taças e brindou a vida. Later that night, asked for a job. Com um Inglês polido em Dublin, algumas viagens a Londres, um par de olhos azuis e uma bolsa Gucci. Bem casual. Chegou com uma entrada de Garlic Bread e garantiu herself a nice job waterfront. Tips obrigada e quantas horas você quiser. Feel free to ask it, eles falaram... 12 dollars an hour to the polish, brazilian, french moody girls. Muito mais para uma irish bem comportada. E assim se sucedeu uma vitória no trabalho.



A Venny é da Indonésia.

Eu esperava mais do povo de Bali.

Ok. Parar de falar mal da Venny.

Ela só ficará por umas semanas.

Hopefully.



De resto, só o meu visto que está empacado em algum hostel de Sydney. Escondido num passaporte cor vinho que atende por Éire, Ireland. Utilidade? Zero. Ele nunca viu um Tax File Number. E sim, ele poderia estar trabalhando full-time, mindfull job, etc, etc, etc.

Life is unfair, caro Watson. Life is fucking unfair.

Mas hoje estou feliz.


Tiro o mais: Hoje estou feliz. And nothing really matters, according to Metallica.


É nóis, Marcinha!


Legenda: Andrew W. and I numa festa da Malásia. Casamento da Tenny. Falou em Metallica, tem que ter Andrew Witkovsky.

Sunday, May 13, 2007

People do, people regret


Depois de alguns vinhos, Hahn Lites e sparkling...


- I am very pissed off at him.

-Why? What happened?

- I told him I had no money whatsoever and he started showing off about being rich, earning 31 dollars an hour. In India they are very sexist people. Woman is not trated as equal...

- What an asshole! Forget it. (pausa) I am making 650 a week, I have the keys of my office, I almost own the business, you see...


Pausa. Vomitei.

Por que as pessoas fazem isso? Eu tô um imã de comentários infelizes.

Stephen quer ir no 360. Eu não quero. Please, eu não quero.

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Que tal ir para casa em Agosto?

Hein?

Eu topo.


- Alô, é da LAN Chile?


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Português conta como "Second Language will be well rewarded"? Se fosse Spanish pelo menos. Segunda língua mais famosa. Quem quer saber bloody portuguese? Os portugueses não saem de Portugal. Tem só 3 aqui na Oz. Os angolanos e os caras de Moçambique devem ter menos grana que a gente para vir para Oz. Timor Leste... hein? Enfim. Nem minha segunda língua está sendo rewarded in this country.


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Acho que a Venny é das Phillipinas. Vou confirmar hoje. Bloody accent.


Fui.

É nóis, brasucas sem segunda língua.

Friday, May 11, 2007

Mix Mix Mix... Saúde!


O Google Talk imperioso pisca na tela do meu computador:

"Ele" quer bater um papo contigo. Deixa continuar?

Sim ( ) Não ( )

Num movimento de reflexo, abaixo a cabeça. Ele consegue me ver? E reparo numa bola verde piscando no meu nome. Um sinal verde emanando em computadores all around the world saying: "Tadinha da Veridiana Gravina, falem com ela... falem com ela... falem com ela...". Como se eu pedisse para que falassem comigo. Sobre qualquer coisa: meteorologia, agenda da semana, estado de saúde ou amores falidos.

Não, obrigada. Não desejo continuar. E continuo minha vida.

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Devo ter uma tonelada de hormônios dentro de mim. Ontem no hotel comecei a chorar colocando as xícaras no armário. E minha imagem refletida no espelho do buffet era bonita. Quanto mais eu chorava, mais meu nariz ficava vermelho. Fazia tempo que eu não chorava me olhando. Tentei explicar porque eu chorei depois (para mim mesma porque ninguém percebeu) e eu cheguei às seguintes conclusões: 11 horas semanais; ser supervisionada por alguém que veio de alguma ilha do Pacífico Sul, tem um Inglês medonho que insiste sempre nas mesmas palavras e que actually quer mostrar que estar supervisionando; 200 dólares a mais para para na Alemanha; 2000 dólares para trabalhar usando o cérebro na Bozo Land; não ter amigos e família aqui; pensar no Todd mesmo achando que isso é um erro...

Vou parar por aqui e deixar de citar as coisas ruins do meu dia porque elas só se reforçam e crescem na minha catchola a mil por hora. Esta sol lá fora, vou roubar algumas moedas da coin jar e buy myself a nice soy flat white and a newspaper.

Coisa boa de ontem: eu estava elegante com a minha blusa verde nova, o Dene falou que dá referências de mim para o plano A, brincadeiras antes de dormir com o Stephen.

Sonhei que fui assaltada no Brasil. E que alugava a minha vaga da garagem por 175 dólares.
Freud, any ideas?

Bom, fui. Deixo aqui o meu beijo pro Papa. É nóis, grande mestre!

A foto é de um momento master de interação com Meria Bethânia. Miss u like hell, mate. Não quero fazer aniversário esse ano. Pedi o day off e não tenho vontade de fazer nada. Cansei de ser anônima.

Wednesday, May 9, 2007

O Marketing na Igreja

Alto lá. Eu estava lendo uma reportagem sobre a ida do Papa ao Brasil, seus passos e objetivos nessa nova gestão da Igreja Católica. Afinal de contas, a Igreja é desde sempre um grande business. Eu acredito demais em Deus, em Jesus e em todas as energias envolvidas, mas a Idade Média está aí para comprovar. Ou estava aí para comprovar.
Segundo o novo Papa, a estratégia de marketing dele é levantar a imagem da Igreja, angariar mais fiéis e reter os já conquistados (todo um lance FID, PROS, REC e NTC). No começo achei meio irônico o tom dado a matéria, mas agora eu estou com o Papa!
Existem milhares de igrejas novas nascendo todos os dias e eu, particularmente, estou sendo bombardeada por pessoas de outras religiões - só nos últimos dias conheci umas 10 histórias de uma outra religião aqui em Sydney. São pessoas em Pastoral Leadership courses, surfistas de Cristo, altares em forma de onda. Nada contra, sou a favor de toda forma de expressão.
Mas, sendo católica, aprovo a estratégia da nova Igreja Católica. O Padre Marcelo fez a parte dele com a renovação carismática e agora a nova gestão tenta seguir pelo mesmo caminho, usando de outras técnicas obviamente. Só queria deixar claro que eu apoio esse movimento.

ps. O cabelinho da moça da locadora de vídeos cresceu. Faz eras que não vou lá, mas hoje a vi da janela. O tempo está passando. tic, tac.

Tuesday, May 8, 2007

Magic van, magic Oz, magic mushrooms...


"Do you come from a land down under

Where women glow and men plunder

Can't you hear, can't you hear the thunder

You better run, you better take cover."


Relisinha mandou essa musica. Boa. Aqui na escola nao tem acentos.

Vai chover em Sydney. Quando chove, chove.

Nao tem nada daquele chove e nao molha de Sampa City.

Willing to see como estarei by the end of the day, mas sem deixar de viver o day itself.

Aparente o show dos Racionais fudeu a Virada cultural.

Eu roubo. papapapa (barulhos de tiro).

Sim, isso que e musica.


Ta. Isso e so um relato sobre o que eu nao sinto falta no Brasil.

However, as said before, nao e uma graaaande arca de noe.

Nope.

Wednesday, May 2, 2007

O incrível vazio cheio


Depois de um ano na Austrália eu consigo teorizar (ou dar início a uma teoria) sobre a vivência em outro país: aspectos e desaspectos. Eu já havia morado fora por outras duas vezes, já fiquei fora da casa dos meus pais morando na mesma cidade por um ano, mas aqui o buraco é mais embaixo. E, estranhamente, o buraco é mais vazio.

No fundo acho que a Austrália é cheia de oportunidades sim. Acho que a gente pode vir, estudar e falar inglês com um dos sotaques mais sexys do mundo. A gente pode vir morar na praia e enjoy all it can offer to us. Mas o fato é que, de uma forma ou de outrs, somos sempre imigrantes num país que não é nosso.

É muito foda descobrir um mundo bom, um mundo que dá certo, um mundo onde os impostos podem ser bem aplicados e não ter ninguém para dividir. Porque a galera está ocupada working their asses off para pagar todos os impostos que todas as esferas governamentais querem pegar! Queria a minha família, meus amigos e os caras que eu amo aqui comigo. Daí sim esse seria o país do futuro.

No final, a gente pensa. Não dá para ser feliz sozinho. Certeza. Se isso aqui é a Arca de Noé, bom velhinho, por caridade, traz a minha galera também. Amém.

Boralá.