Thursday, September 25, 2008

Gone too far


Pelamordedeus!

Um breve resumo da história de João e Maria para tentar entender o que se passa na mente perturbada do autor. Um casal pobre não tem mais o que comer e decide se livrar de 2 filhos - o João e a Maria. Combinam de levá-los a um passeio no dia seguinte (vê-se aqui que foi um ato premeditado, sem as supostas raivas do momento). João, que ouviu TODO o plano, vai soltando pãezinhos pelo caminho para marcar as ruas e poder voltar aos pais (Tipo, eram pobres e famintos, mas tinham pão para jogar no chão. E, mesmo sendo jogado fora pelos pais, o menino insistiu em querer voltar). Até aí, fine. Meio Brazil até essa bosta.


Tentam voltar, os pães haviam sido comidos por um pombo filho-da-puta e eles ficaram tristes, mas seguiram andando. Acham uma casa feita de doces (Não há formigas nesta floresta dos perturbados). Uma velhinha querida os chama para entrar e os convida a comer ou algo assim. De repente, a véia má decide prender o menino para ele engordar e ser comido e põe a menina de empregada. Limpando, passando, costurando e o caracos (Dominação das mulheres, numa era pré-feminista).


Quando a véia ia colocar o menino no forno, a menina fingiu que não sabia mexer nos aparatos e empurrou a mulher para dentro (Medo. Tipo, queimaduras de primeiro grau numa história infantil). Com aquele cheiro horrível e a tragédia mexicana, a pivetada começou a fuçar na casa da mulher (aí o Brazil de novo) e acharam ouro, muito ouro.


Os pais resolveram buscar os filhos de volta, porque estavam arrependidos, e ficaram ricos com o dinheiro da véia louca.


Agora me diz: esses pais mereciam a riqueza? Isso é história para criança? Mamãe, como assim, empurrada no forno? Muita crueldade.


Ai, eu vetaria essa história dos livros infantis.

Way too much blood.


ps. me sinto assim ensinando inglês. chegar em assuntos que não podem ser aprofundados, mas há a curiosidade de quem aprende. What to do?


Would you pls?

"But sensible sells so could you kindly shut up", Sara Bareilles.
Então, é muito daquele lance da boca para fora.
We don´t need this anymore. Bottle it up!
Touché!

Monday, September 22, 2008

And so what?


Eu queria ser mais magra, mais rica, mais alta, mais atlética.

Queria ter um plano mais coerente e mais verossímel.

Queria um trabalho legal.

Queria um carro lindo, mil bolsas e acessórios. Queria um ipod, iphone, ilife.

Queria mais cervejas, mais amigos, mais sexo na minha rotina.

Eu queria mais alegria.

Nada deu muito certo, eu desencanei e fui ser feliz.

That´s all.

Thursday, September 4, 2008

mundinho

Esta é uma das histórias mais tristes que já vivenciei.
O papagaio consegue escapar da gaiola por um descuido da faxineira. Ele voa alto e desce no chão do jardim de trás, que funciona como um estacionamento. Fica parado olhando tudo, com um grande ponto de interrogação na sua cabeça. Tudo é muito novo, é a primeira vez em 10 anos que voa para fora dos arredores da casa.

Meu pai desce correndo com um lençol para pegá-lo. Segundo meu pai e os especialistas, ele não saberia se virar sozinho na vida selvagem. Vendo meu pai se aproximar, de quem aliás ele não gosta muito, ele pula no pé do pai. E vai escalando até chegar ao ombro. Pai segue andando bem devagarinho, com medo da bicada, até chegar na porta do prédio. O papagaio sai voando e entra na sua gaiola. Nem na cozinha, nem na sala ou no quarto. Ele quer ficar bem na gaiolinha que, apesar de pequena e monótona, é o que ele conhece. O mundo dele é aquele. Ali ele vive, come, canta e observa. Nada de ruim o alcança.

Puta história triste de bosta. Na visão metafórica inclusive: quantos de nós deixamos de fazer coisas legais por medo, puro medo, de sair do mundinho conhecido? Além disso: Diga não aos pássaros em gaiolas, animais em jaulas, uso de animais em geral. Who do we think we are?

Triste.

(sem foto em protesto a gaiolas)

That freshness!


Ela é alta, loira, magra, querida, linda e falante. Segundo ano de Administração, já decidiu que quer RH. Recrutamento & Seleção. E a gente vê nos olhos dela o brilho e a determinação de quem, de fato, sabe a que veio. E, apesar da pouca diferença de idade, eu me vejo nela anos atrás quando eu tinha certeza do que queria. Mesmo não tendo certeza de nada. Profissionalmente falando. Aquela garra de mandar currículos, pedir conselhos, sem muitas manias ou colocando barreiras. Aquele "freshness" de quem está começando, sem achar nada ruim. Mil matérias novas na faculdade - umas te interessando mais, outras menos, outras not at all. Assessoria? Demorou. Comunicação Interna? Adoro. Empresona? Claro. Seguradora? Que maravilha! Você ainda não sabe exatamente a parte boa e a ruim de cada coisinha especificamente e se joga no que aparecer com o amor do Pelé em meados de 50 correndo para a bola.

Daí comigo foi mais ou menos assim. Anotava coisas num caderno, processos, me inscrevia, cansava as maõs. Mas mal podia esperar para pôr a mão na massa. Sabia que queria e que podia contribuir. Isso, em qualquer campo, é premissa para ser feliz. Você quer, sabe que quer e corre atrás. Esse lance do novo-bom é de deixar speechless. É um dos pontos para ser contratado em alguns lugares: tá, você nunca trabalhou em um bar então não tem os vícios da profissão, eu te ensino do meu jeito. Esse "freshness" é muito apreciado por muita gente.

Quero sentir isso de novo. Essa vontade inexplicável de descoberta, de fazer algo novo, essa mesma "chaminha" que motivou a gatona da foto a ir batalhar o estágio sem colocar preço, local, tamanho na frente. Que me motivou a ser au pair, a vender reciclados, a dar aulas de inglês, a ir para Austrália, a ser hostess. Essa chaminha mágica que move montanhas.

Hoje em dia a minha tá meio fosca.
Mas fico bem feliz em ver isso na minha amiga Pestaninha.
Muito mesmo. É coisa de velho, mas ela é a Veri de 2003.

Amém.

A couch talk


- Stevo, do you think you can get a couch or any piece of furniture from your previous place?

- Ah! The most I can get from there is a flu. And that´s about it.

He is such a gorgeous-gorgeous-cunt! (desculpe meu sueco...)

XOXO

VG

Wednesday, September 3, 2008

No way


No way, she said, no way.


(there´s no turning back)