Thursday, May 24, 2007

Tão iguais, tão diferentes




Essa semana duas coisas me chamaram atenção. O fato de todos os seres humanos serem basicamente tão iguais e, ao mesmo tempo, tão diferentes. Explico-me melhor.




Tão iguais...


Conversando com Dora da minha sala, uma húngara belíssima em seus modelos Guess, bolsas chiques, blush rosado na medida certa e sombra na parte interna do olho (innovation), ela me disse que quer terminar o curso de Business na Oz. Por que, Dora? Porque na Hungria ninguém vai saber que o curso é uma porcaria. Eles não sabem que os professores são de Bangladesh com the brokest English in the world. Conta muito um curso como esse em Inglês em outra parte do mundo. Dora plabeja voltar a seu país, terminar seu curso de Economia na faculdade e arranjar um bom emprego em Budapeste. Será que já ouvi essa história antes? A pemba do curso de Business enfeitando CVs around the world para conseguir emprego em grandes cidades? Creio que a história esteja se repetindo now em Praga, Belgrado, Milão. Exatamente a mesma história. No final das contas, we are all after the same stuff!




Tão diferentes...


A cultura oriental domina a Austrália. Muitas pessoas de todos os lugares. Enfim. Pontos positivos e negativos. Os clientes da China, com seus dicionários de Inglês a tiracolo, me chamam: "Come here". Nem um please, nem um thank you, nem sequer um I am sorry. Fine, fine. Vim aberta ao novo. Mas ontem esse novo me fudeu. No meu novo trabalho no japanese, todos os garçons e garçonetes são orientais (Indonésia, Japão, South Korea). A mesma coisa na cozinha. Só tem um indianinho perdido de kitchenhand. Chega umas 21h30, meu job fica bem easy porque eu só fico fechando contas. Ninguém mais chega ao restaurante para ser sentado. Então há uma linha muito tênue entre "o que eles deixam eu fazer para ajudar" e "o que eles acham que é trabalho deles". Ontem por 3 vezes invadi o espaço de alguém. Duas vezes de orientais. Estava levando umas bebidas para a mesa da Maki, ela me parou no meio, pegou a bandeja: "Is it mine?". E assim roubou de mim. Thank you, I am sorry, pra que, né, gente? Depois aquele menininho south korean com 5 cafés numa bandeja e um para fora. Posso te ajudar a levar, perguntei a ele. "Não". (Yes, please. No, thank you. Vou ensinar a ele. Laura Winston já dizia isso lá em 2002). Querendo ser simpática, num brazilian way of living, "como você consegue levar tantos cafés?", num tom meio de elogio. "By my hands" (sic). Ele quis dizer: "With my hands". Despite of the English mistake, a frase cortou meu ouvido e meu coração. Se fuder, borther. Enfia a sua mão, seus lattes e short blacks e seu broken English... mas me contive.




Depois o brother da República Tcheca foi grosso, mas esse eu desconsidero. É o jeito do Leste Europeu mesmo. Mas ao invés de falar: "That's fine, leave there", ele emite uns sons com a boca, como se tocando um cachorro de rasgar o lixo. "tsi, tsi, tsi". Not very professional.




Mas tudo bem. Fico eu pensando se eles não acham que eu sou a bitch que fica parada na porta e não faz nada. Mas eu quero fazer, eles não me dão espaço. Tô pensando em levar uma conversa honesta com o Ben. Ele ainda nem me pagou a semana passada. Veio com os papéis do TFN ontem! Achei isso bem, bem dodge!




Ontem tinha 2 mesas corporate. Uma com uma japa Janice que parecia da máfia japonesa e mais uns 30 homens aussies. E uma mesa da KPMG. Fino. E eu querendo meu AMEX Corporate too.




Quando eu voltar pro Brasa, vou colocar no CV: "Deal with asians" e isso tinha que somar 345 pontos num processo seletivo. Não por eles serem ruins não, mas porque a cultura é OUTRA.




Alô, é da LAN Chile?




ps. Van business girl as well.