Monday, March 31, 2008

As roupas e os sonhos rasgados


Acabei com tudo, escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos rasgados na minha saída
Mas saí ferido, sufocando o meu gemido
Fui o alvo perfeito muitas vezes no peito atingido.
Animal arisco, domesticado esquece o risco
Me deixar enganar e até me levar por você
Eu sei, quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive morrendo aos poucos por amor
Eu sei, que o coração perdoa
Mas não esquece à toa e eu não esqueci
Não vou mudar, esse caso não tem solução
Sou fera ferida, no corpo e na alma
E no coração...
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

Stephen veio hoje ao telefone com 15 pedras. Disse que eu sou negativa (por eu duvidar da Residência dele), eu julgo as pessoas (porque eu disse que não gostava do Fla no começo. Achava ele aproveitador), eu tenho uma habilidade tremenda de falar as coisas ruins e distorcer palavras para modificar os significados. A very quick mouth. Ah! E foi taxativo ao dizer que não vai a lugar nenhum em que ele se sinta acuado por muitas pessoas.

Tudo isso num espaço de 20 minutos em diferentes assuntos. Porra, brother, eu acoredei às 7am pra falar contigo. O que eu espero (ava) eram alguns elogios. Ou nem. Mas só pedra não rola. Veri ain´t on the rocks.

Tomou?

Thursday, March 27, 2008

Time is on my side. Yes, it is.


Se trata de que tanto he vivido
que quiero vivir otro tanto.

Nunca me senti tan sonoro,
nunca he tenido tantos besos.

Pablo Neruda
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Só o timing que fudeu.

Wednesday, March 26, 2008

Breaking Point


Um pratinho das Aran Islands de porcelana -plá!
Uma dançarina balinesa de material delicado - plé!
Uma estátua de São Francisco recém-comprada - plá!
Um caco de vidro na rua pisado - plé!
Dois sonhos de óculos quebrados - crcrcr!

Essas são as quebras recentes na minha vida.

As coisas não estão parando na minha mão. Ou eu quebro, ou o vento quebra ou alguém quebra perto de mim. Tem alguma coisa muito fora de ordem. Fora dessa nova ordem mundial.

Fui numa barraquinha de ervas naturais: resolve útero, calmante, parar de fumar, emagrece, azia, mal olhado e dor de corno. Agora quebradeira que é bom...

É fase.
É fase.
"A esperança é uma coisa muito perigosa de se perder (ou quebrar)", Sayid.

Saturday, March 22, 2008

O raio da qualificação


- What exactly is it that you wanna do?

- She wants to do what she is qualified in, Stephen said (not knowing exactly what da hell that means).

- And what is it, Veri?

- Well, I am a Public Relations...


Acho que este foi o primeiro momento que tive contato com a dura realidade do "qualified in". Em primeiro lugar porque: quem disse que eu sou qualificada em ser RP? Ser qualificada, no meu breve entender da Língua Portuguesa , já me conferiria um alto grau de sabedoria, hábito e dominância sob o tema estudado. Am I a qualified Public Relations? Afinal, o que é um Relações Públicas? Todo o blablablá esquerdista e direitista da faculdade tentou explicar durante anos e poucos de nós absorveu o conteúdo. Quiçá, ninguém.


Enfim, ok. Passada a etapa etimológica da minha dúvida existencial, eis a crise que começou a me afligir: qual a real necessidade de termos tantos Relações Públicas, Advogados, Médicos e Fisioterapeutas? E essa dúvida surgiu de um devaneio com minha querida amiga Paula. Qual a real necessidade de tantos e tantos e tantos profissionais graduados em escolas com baixo capital intelectual? Por que o Brasil tem um milhão de faculdades e depois coloca Engenheiro para coletar lixo? Como você se sentiria se fosse a um Médico Especialista tratar de seu problemas congênitos neurológicos com o cara da Uni Beira Mar de Caximbó da Extrema Leste? Hum? Dói.


O fato é: na grande maioria dos países da Europa temos escolas profissionalizantes pós-escola. Como se fora um curso técnico de matérias variadas. Animação, Design, Tecnologia da Informação, Carpintaria, Encanador, Pescador, Mecânico, etc, etc, etc... Diversas profissões de fato úteis para o bom andamento de uma sociedade que se preze. Mas no Brasil todo mundo nasceu para ser Diretor de Marketing da melhor empresa alemã. Todos mundo nasceu para andar de jatinho do Oiapoque ao Chuí. A gente quer uma sala com janela, tela plana e mil Blackberries e afins. E que se phodda se eu sou feliz. Em vias de fato, dos menos de 1% das pessoas que pertencem ao mundo real chegaram a esse estado de nirvana. Temos 99% de frustrados. Ponto.


O Brasil continua formando milhões de profissionais anualmente que depois deixa na rua da amargura do desemprego. Depois faltam costureiros, mestres de obras, encanadores decentes... Porque, na verdade, estes que o são, o são por falta de opção. "Mamãe queria tanto que eu fosse Administrador de Empresas...". Ninguém nasceu para ser Corretor de Imóveis ou Vendedor de Peças de Filtro de água Europa. O fazem porque não há quem os queria de paixão.


E que venham os bolivianos, e que continue a movimentação contínua e pouco programada entre os estados brasileiros. Que mata de sede uns e deixa outros sendo assaltados. Depois, por medida de emergência, põe taxa em Ilha Bela para turistas de um dia. Não queremos essa pobretada aqui não. Como se fora uma grande Espanha barrando seus próprios irmãos brasilenõs. O Brasil não sabe e nunca soube (quem dera se um dia souber) atacar a causa do problema e não lançar medidas extremas de repressão.


Precisamos parar de produzir futuros desempregados e treinar a mão de obra que poderia se tornar economicamente ativa no país. Parar de importar os hermanos da América Latina para viver em sub-vidas. Será essa a solução?


And, by the way, what are YOU qualified in?

Tuesday, March 18, 2008

Chance de Chanel


Poxa, então quer dizer que você não vai dar mesmo uma chance para gente?

Que chance o car...

Chance da gente, para gente...


Isso. Vou dar uma chance pra gente parar de se encher o saco.
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E assim acaba mais um história de final semi-feliz.

Enquanto isso, o tiozinho do posto de gasolina vende do dourado e do vermelho. Que bonitinho.

Monday, March 17, 2008

A prova


The happy end.
Junier, you rock!

Ah! Mundo invertido esse o nosso: "Eu acho que você está me usando..."

Me usa, me abusa, me joga no chão.

Monday, March 10, 2008

O Júnior


Num dia qualquer de Março o Júnior apareceu lá embaixo no prédio.
Meio assustado, olhando para a rua, cara de espera.
A espera de um milagre.
Água, comida, ração, companhia. Tudo para agradar o nosso bichaninho.
Várias pessoas se juntaram para fazer um agrado. A mocinha dos arquivos mortos, o rapaz da banca de jornal, minha irmã, minha amiga... mil pessoas...
Eis que Camilla querida encontrou uma casinha para o Júnior.
Santa Isabel, interior de São Paulo, dessas famílias que vão sempre, 3 filhos pequenos, outro cachorro. Não poderia ser melhor. Lugar de cachorrinho é na terra, se sujando e correndo livre.
Mas não foi fácil dar o Júnior não, ele era um anjinho que caiu aqui para gente.
Ver uma história feliz dessas só me deixou esperançosa para o futuro deste mundão.
(até que enfim a tal da luz no fim do túnel)

Sunday, March 9, 2008

O fantástico mundo de Stevo


- Yeah, that´s how things are... what´s your name again?

- Maros.

- Can I call you Michael?

- No, it´s Maros.

- So, Michael...


(stevo, eu te amo)

Friday, March 7, 2008

A fábula do ovo (de esopo?) - perdão é bom


Repetido e revisado com acentos e ortografia.


Adelaide Shurman, australiana, 32 anos, single. Manager I em grande multinacional da área financeira. Trabalha numa das áreas mais chiques e bem marcadas de Sydney. In fact, Darling Harbour está para a cidade assim como Champs-Elysees (?) está para Paris, ou Park Avenue está para NYC, ou Eire Square está para Galway.


Um dia, Adelaide (que não se entranhe: o nome é muito mais bonito in English than in Portuguese e - não - ela não é uma anã paraguaia) foi convidada para uma festa do Departamento. Coisa pequena, 70 pax tops. Só a área de Marketing & Supply. Fine. Era uma sexta a noite, veio de vestidinho reluzente preto por baixo de um terninho. Easy. Fina. Decidida.
Seu chefe tinha reservado uma exclusive area of this fabulous Japanese Restaurant que - Thank God - não apoiava de jeito nenhum a prática de caça às baleias. Pois chegou deslumbrante a essa "mini sala de estar" com sofás de veludo, um DJ, mil cocktails...


..Um, dois, três, quatro... e a galera ia chegando. Até o meio da noite, eles não tinham nem tocado as Entrees e Adelaide já estava no quinto "Cosmo a la Tokyo" quase subindo pelas paredes. Se não me engano, beijei o Jack de Logística e mostrei meu bumbum para o Thomas de Análise de Mercado. Uuuuuuuuuu. The best night ever. Adelaide foi carregada para um taxi, segurando sua bolsa e um souvenir debaixo do terninho. Era um ovo dourado do tamanho de um ovo de Páscoa de 1 kg importado diretamente de Nagoya. Adelaide was stealing. Oh, well, this egg is so cool... egg... cool... Jack... egg.... cool... show me yours... egg... hum... Jack.

Resultado: Sábado de manhã Adelaide acorda com a maior ressaca em anos abraçada a um ovo gigante dourado com inscrições em japonês. Fine. Who da hell gave me this egg? Was Adelaide a galinha dos ovos de ouro? Retomando os acontecimentos com uma amiga de Departamento over the phone a few hours later, ela se lembrou.

E na segunda-feira postou o grande massive egg pelo correio, ashamed of what she's done. The note would read:

To whom it may concern.
Last Friday I went over my limit, and by mistake kept
your golden egg.
I apologize for the inconvenience and assure it will never
happen again.
From a loyal costumer,
AS

Moral da História: Eu realmente acho que existem momentos na vida que a gente pode fazer coisas erradas. Pegar algo que não é nosso, falar coisas que não pensamos, ofender quem amamos. Mas nunca é tarde or too much to apologize. And let people know how you feel. Palmas para nossa querida Adelaide.

PS. Adaptação de história real :-)

Thursday, March 6, 2008

Homem que é homem!


Ó, bebezinho lindo. Vem aqui, Lulu, que voxê é tão gostoginha e queridinha.

Porra, mermão. Vamo manerá no palavreado aê.

Mas você é tão cuticuti.

Se fudê, brow.

Moral da História: Homem fala que nem homem. Inversão de valores é o escambau.

Wednesday, March 5, 2008

Trabalhar de quê, gente?

- Oi, Ve. Que tá fazendo?
- Tô na Catho, procurando emprego.
- Catho, eu tô em cima e eu tô embaixo...
- (risinho nervoso) Não tô muito no clima das piadinhas...
- Iiiiiii... que bicho te mordeu?
- Sei não. Não sei no que quero trabalhar, a cada 10 vagas para as quais me candidato, 2 realmente me interessaram e eu falo: "Veri, vai que é tua".
- Mas, Vê, ninguém sabe o que quer... as coisas se encaixam.
- Esses caras de RH estão lendo meu CV? Ou eles acham que é uma piada de mau gosto?
- Mau gosto você?
- Não eu, porra. Meu CV.
- Xiii, cê tá chata.
- Tô.
- Olha. Do que você gosta de fazer? Já pensou nisso?
- Já. Gosto de dar notícias boas, assistir filmes bons, conversar com pessoas legais...
- Opa! Taí! Vai ser apresentadora de TV numa sessão de indicação de filmes bons.
- Boa! Será que rola?
- Vai, tenta.
- Mas precisa ser bem magra, ter cabelos lisos e pele seca para esse cargo.
- True...
- Mas eu sou tão dinâmica, tenho olho para o detalhe, sou hands on e bastante empreendedora.
- Jura? Você é tudo isso?
- Bom, meu CV diz isso.
- Não é a toa que riem dele.
- Te fudê, mermão. Tá tirando?
- Vai trabalhar de dar notícias boas, vai.
- Vou mesmo. Ou não. Vou para Austrália.
- Tá, vai. Tchau.
Tu Tu Tu Tu
ps. minha afilhada fala água dois ó. Gente, que maravilhosa.