Tuesday, October 30, 2007

I wanna be a SpiderMan!


"Eu que nunca fui assim muito de ganhar,

junto às mãos ao meu redor

Faço o melhor que sou capaz

só pra viver em paz...",

Los Hermanos.


Muito, muito, muito bom.

Esses são os verdadeiros vencedores.

The others? The others are the losers.

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Esse findi é aniver da princesinha Gabriela, a minha afilhada maravilhosa e gostosa, que completa 4 anos. Por causa do Halloween, eles foram comprar uma fantasia para ela e a menina Gabi queria ser o SpiderMan. Que orgulho da minha pequena! Poucas princesinhas estão dispostas a abrir mão do seu trono e da sua coroa, para vestir uma roupinha de seuper-herói, escalar paredes e salvar o mundo. Ela vai salvar o mundo. O meu, pelo menos. Deliciosa.

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Estava indo trabalhar, mas me ligaram que não está busy. Humpf. Até tudo bem, mas agora já estou de cabelo lavado, trocada, etc. E nem se discute a dificuldade em sair da cama. Bloody KJ. Cadê o meu KL para me consolar?

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Aniver da Mana. Mate de beers, baladas, revezas, Giocondas, Festecas, festinhas, descobertas. The real queen of getting dirty.

Amo, admiro e mando votos de felicidade.

Com ou sem ilha.


Alrithy, then!

É nóis.

Are we the champions?


"Eu que já não quero mais ser um vencedor, levo a vida devagar pra não faltar amor".


Los Hermanos, sem noção essa frase. Parece que a gente corre tanto, tanto, inescrupulosamente tanto atrás de ser um vencedor que, quando pegamos o troféu, ele nem é tanto aquilo tudo que nos pareceu lá no começo.


A amiga Lú sabiamente mandou a música toda.


E viva os que já se conformaram e levar a vida devagar.

Esses já são os vencedores.

Sunday, October 28, 2007

O meu ídolo BA

Se você sabia disso há tanto tempo, por que nunca fez nada a respeito?
Não sei.
O fato é; BA e eu temos exatamente as mesmas condições. Ou não. Assim, curso de graduação, experiência na área, vontade de ficar, anseio por uma vida melhor. Ok. Mas o que ele tem e que me falta é a inocência de acreditar que dá para mudar.
A gente que sabe mais coisas, segundo FDaryns, coloca mil e um obstáculos e dificuldades e problemas e dúvidas em uma coisa tão simples quanto: ir e tentar. Ai, mas é muito dinheiro. Ai, mas e o trabalho? Mas eu sou brasileira. Mas estágio de novo? Mas, com tantos aussies, por que eu? Mas, mas, mas. E de tanto criar os "Mas" da minha cabeça e lançar um sempre que o cerco fechava, o BA foi, veio e venceu. Assim, como quem nada quer.
A gente acha que sabendo mais, estamos em melhor posição. Nem sempre, caro Watson. O que ele tem de mais, é muito na verdade, o que eu tenho de menos. Sei dessa possibilidade há muito mais tempo que ele, no entanto nada fiz. Enfiei um milhão de "howevers" e "even thoughs" bem na minha frente.
Como a história da águia que vive anos e anos e anos com as galinhas. Cisca, choca o ovo, come, nem voar, ela quer voar mais. Ela se convenceu de que é galinha. Quando alguém inconformado com essa perda de memória da águia vai e ameaça jogá-la do alto, ela voa. Sim. Porque por mais que pensemos ser galinhas enquanto vivemos com elas, uma águia sempre é águia. Depois de hot waters, tap waters, slice of lemons, bit of this and a bit of that, it's time to let go the chicken and become the eagle I wanna be.
You will give it a go!
Hell, yeah!

Thursday, October 25, 2007

Tips&Co.

Trabalhando recentemente em Almoços rather than at Dinners, something drew my atention!
Embora se espere mais de pessoas que vão jantar num restaurante japonês com a taça de vinho mais barata a 12.50 AUD, no almoço as pessoas são mais audaciosas. Na hora da gorjeta. Muita gente rica vai e gasta seus 450 dólares num American Express BLACK (válido até 2012) que pesa mais que a minha carteira toda e, sem pudor algum, risca o espaço reservado à gratuidade. Nope. I don't wanna tip them. E não porque o serviço, a comida ou o ambiente tenham sido ruins. O que pesa, nesse estudo observatório que realizo diariamente, é a visão alheia. Explico-me melhor: No almoço você geralmente está almoçando com seu colega Manager X de Finanças Y da empresa W. Hora de impressionar. Mete lá os 10%. Na verdade, como não é regra tipar aqui na Oz, os caras geralmente arredondam. Para 250, 300, 350. Ou escolhem um número aleatório: 23! E bum. "Wow! He is a nice guy, tiping away nicely there", o Coordenador pensa. Sem economias.
Outro fator que concluo aqui é que geralmente quem dá as tips são os que pagam a conta sozinhos: "No, no. I will take care of it". Cool. E bota um gorjetão ali. O resto da mesa só falta aplaudir. As meninas "pretend" they are not seeing it. Tossem, arrumam o sapato. "I'll just go quickly to the ladies'". On the other hand, se os caras vão dividir a conta, é mais difícil (tendendo ao zero) a possibilidade de alguma gratuidade sequer. Às vezes uma moedinha dá sorte de cair lá.
Já no jantar, o marido leva a esposa para celebrar Bodas de Prata ou o filho leva os pais para comemorar seu 21st Bday. Ou ainda, duas irmãs, dois namorados de longa-data, uma amiga confidente pré-balada. Esses, meus caros, não dão tips. Sequer um "Good night, I really appreciated it". A única coisa que deixam no restaurante é uma assinatura num pedacinho de recibo de cartão de crédito. E olhe lá. E por quê? Porque as pessoas que o acompanham já o conhecem há tempos, não há o menor interesse em passar imagem alguma e, portanto, no money. In the business world, or better yet, no "Dog World" em que vivemos das stupid translations e das opiniões alheias, habita também uma coisa chamada "impressionar". E na minha opinião, de mera observadora de lunches and dinners, what I see is People trying too hard to show off.

O mesmo cara que vai no almoço e deixa $45, volta no jantar e leva até a caneta do booklet preto da Conta. We know your plan, man, relax yourself and do us a favor. Stop pretending!

(Não deixa nada mesmo porque yo won't get anything more than $40 anyways!)
(Damn it!)

ps. Li uma boa antiga. "Office keeping techinician"» Cleaning lady! hahaha. Um brinde ao James!

Wednesday, October 24, 2007

Hey, Mrs. Smith, take my apologies!

[fabinho] diz: HAHAHAH
[fabinho] diz: muito bom!
Veri McGravin diz: foi sem pensar!
Veri McGravin diz: que ridicli!
[fabinho] diz: vinha uma velhinha
atrás correndo atras do dinheiro
[fabinho] diz: mas foi tarde demais
[fabinho] diz: vênus embolsou a grana
Veri McGravin diz: velhinha caiu e foi atropelada
Veri McGravin diz: já pensou? lama ahhha
[fabinho] diz: hahahahaha
Veri McGravin diz: instinto!
[fabinho] diz: hahahahaha
[fabinho] diz: era o dinheiro dos remédios
[fabinho] diz: não comprou e teve hipoglicemia
Veri McGravin diz: hahahahaha
Veri McGravin diz: RAIVA
[fabinho] diz: deve estar hospitalizada no momento
Veri McGravin diz: RAIVA
Veri McGravin diz: ALOCAHHH
Veri McGravin diz: isso não é brazil não, Zoppinha!
Veri McGravin diz: O Social Security já reembolsou a Mrs. Smith
Veri McGravin diz: Ok?
[fabinho] diz: certeza
[fabinho] diz: e ainda deu uma grana extra pelo infortúnio
[fabinho] diz: danos morais e o cacete
[fabinho] diz: deve ter recebido uns 2000 dólares só pela brincadeira
Veri McGravin diz: hahaahahhahahaha
Veri McGravin diz: ISSSSSOOOOO
Veri McGravin diz: e a reputation dos brazilians na lama
Veri McGravin diz: pq de certo ela viu meu bronzeado e já concluiu
Veri McGravin diz: "She was either brazilian or indian"
[fabinho] diz: HAHAHAHAHAHAHA
[fabinho] diz: HAHAHAHAHAHAHAHA
[fabinho] diz: e ainda contou na delegacia
[fabinho] diz: "and a latin girl came and took my money"
Veri McGravin diz: hahahaahahahahah
Veri McGravin diz: ISSSSOOOOO
Veri McGravin diz: and ran like she was being chased by the devil!
[fabinho] diz: HAHAHAHAHAHAHA
[fabinho] diz: ROLANDO
[fabinho] diz: e o chefe aqui do lado
Veri McGravin diz: hahaahahahahahahahah
Veri McGravin diz: AMO
Veri McGravin diz: AMO
Veri McGravin diz: AMO


(O fato é: dia desses achei 20 dólares voando na rua. Corri, pisei no dinheiro, segurei na minha mãe e, sem olhar para trás, corri. Corri demais. Contei para meu amigo Zoppa no msn que, maravilhosamente bem, me ajudou no desenrolar da história. Mrs. Smith é somente um personagem fictício dessa trama bem-intencionada.)


Eu amo meu amigo Zoppa.

E amo achar dólares na rua.

Monday, October 22, 2007

Bits and pieces


Desde que voltei da Irish Magical Trip, eu me propus escrever as histórias que aconteceram na ilha. Ou as histórias que compõe a ilha, melhor colocado. São tanto detalhezinhos, tantas coisas que certamente fazem aquele lugar mais mágico. Em uma comparação breve, o Núcleo, onde moramos em São Paulo, Brasil. São mais ou menos 21 blocos com 6 apartamentos cada. Muita gente, para falar a verdade. Too much sometimes. Vamos supor morador 4/2 é meu amigo de datas, sempre nos vemos e tals. Mas um dia brigamos. Ele vai para Barra Funda, eu vou para Atibaia. E nunca mais nos falamos. Podemos fugir. Ayrton Senna, Raposo Tavares, Imigrantes. Rotas de fuga. Numa ilha como a do Stephen, não há fuga. Você briga, você ama, você xinga ou cumprimenta e isso é um ciclo eterno porque as pessoas são basicamente as mesmas desde 1900 e sei eu o quê. Tá, eles podem pegar o ferry e tals. MAS há sempre alguém da família que fica. Mesmo os rebeldes sem causa que se mudaram para Galway ou Londres, ainda tem mais da metade da família naquela sonífera ilha. E isso é incrível.


Aquilo devia ser um experimento social de alguma Universidade americana de Sociologia. Porque, honestly, nunca vi tamanho campo de amostragem! Não há como quebrar o vínculo com a ilha porque todos são meio família e vivem do business local. Isso causa muitas tensões e muita coisa boa ao mesmo tempo, naturalmente.


Coisas importantes da Ilhota perdida no Atlântico Norte:

-Um dia, esquecemos os faróis do carro ligados. Do momento que estacionamos o carro, trancamos, 30 segundos pelo path até a porta, abrir a porta. Trim, trim. Germod avisando que o farol estava ligado. Ok, thanks. Trim, Trim. Oh, thank you. Stephen, Penny just called saying the lights in the car are on. Alright! Celular: Trim, Trim. Anna-Marie? Oh, yes, we know. How do you know? A mulher x do Hostel mais adiante ligou para Anna-Marie (irmã do Stephen) porque nosso telefone estava ocupado. Ocupado com a Penny ligando. Juro. Em menos de 5 minutos, pessoas de 3 diferentes lugares estavam nos alertando sobre o cazzo das luzes do carro. 1984, Big Brother is wathcing you! For crying out loud;

- Existem 2 ferries que vão de Inis Mór a Roseville, 30 minutos de Galway. Uma é de moradores da ilha, outra de moradores de Connemara. Custa em torno de 8 dólares, two way, para moradores da ilha. Paguei morador;

- Um único supermercado, antes sem nome (Poles), hoje é franchising de uma grande cadeia irlandesa de mercados;

- Um restaurante de fast-food: Supermac's com um big ice-cream em frente, quebrando toda ruralidade do local;

- Uns 5 restaurantes, dos quais experimentei dois: Bayview e Pier House. Ambos em Killronan, a vila principal da ilha;

- Algumas atrações turísticas, como o Black Fort e o Don Aenghus. Não pagamos nenhum;

- Mais ou menos uns 15 sobrenomes;

- Um irmão esfaqueou o outro em frente ao filho por causa de terras;

- A filha do esfaqueador trabalha no supermercado franshising e é linda;

- O esfaqueador estava na missa de domingo;

- Duas meninas filhas do mesmo pai com duas irmãs;

- A irmã namora o primo;

- A vizinha vai casar com o primo, irmão do primo acima;

- O único mecânico vive bêbado e não trabalha. Sorte da Holden;

- A maioria dos jovens joga Gaelic Footbal aos sábados;

- O cunhado atropelou um senhor da família naos atrás, ficou low-profile durante um tempo, mas hoje é casado com a irmã e muito feliz, obrigada;


E muito mais na próxima edição das lembranças de minha catchola.

Adoro.

Adoro.


Yo.

4/21 Pop Road, crn. of Hair and Dress Avenue


Anteontem assistindo Australian Idol, Dicko - o mais feroz dos comentaristas - explica para Nathalie (com sua voz incrível) que era aquilo mesmo que ele esperava dela. Ela não é magra, nem loira, nem tem uma cinturinha fina. Ela é meio robusta, cabelão liso preto, traços arábicos. Bonita, I should say. Mas, aparentemente, não estava conquistando a audiência com sua imagem, apesar da voz maravilhosa! Naquela noite de Domingo, ela apareceu com um vestidinho básico meio branco, meio prata. Cabelo solto e meio modelado, maquiagem boa. Na noite anterior ela estava com uma blusinha azul bebê, cabelo preso em rabo de cavalo. Dali, para a nursing home, né Nathalie? Mas, enfim, o que me chamou a atenção foi o diálogo e a analogia usada por Dicko.


"That's what I am talking about. You have to take the Pop Road and turn left.

If you pass Beyoncé, you are in the right track.

If you reach Bjork, you have gone too far".


Que metodologia! Que metáfora compreensível! Que soco no estômago saber que somos mais que nossas vozes, idéias, trabalhos. Somos o que vendemos, como somos vistos por quem vê. Ou seja, a Nathalie é a mesma, mas ela certamente é mais vendável com cabelão solto pretão e vestido Dior que com seu Nurse Outfit. True, but hurtful.


Estou torcendo por ela. Com ou sem embalagem Pop a la Byoncé.


Né?

Friday, October 19, 2007

Duties&Rights


A lição que James aprende (e nós com ele) é que o amor, quando não é atravessado e deformado pelas piores exigências neuróticas e narcisistas, confere ao amante um dever para com o amado, mas nenhum direito sobre ele. Jacques Lacan, um grande psicanalista francês, disse mais de uma vez (a primeira foi, talvez, em seu seminário de 56/57) que o maior sinal de amor é (deveria ser?) o dom do que a gente não tem. Algo assim: "Ofereço-lhe o que não tenho e que você não quer e não me pede". Seja qual for nossa interpretação desse aforismo, ele é certamente o oposto da miséria amorosa ordinária, em que amar significa pedir ao outro o que a gente quer. Ou, pior ainda, pedir-lhe aquela "coisa" de que a gente precisa. (de Contardo Calligaris).


Brilhiante! Temos sim um dever para com que amamos, mas não temos nenhum direito sobre eles.


As easy as it sounds! Ou não.


Me.

Da Couch


(Stage 1)

Oh, hi! I am Veri, very nice to meet you.

Oh, God, she's good.

Great with the customers.

Yeah, I know.

You suit the place. Never leave us.

A cocktail in the freezer. Only for you.

Another one.

Three more.

A bottle.

A call. Come here, we are at the back.

Cigs, fun, cigs, fun.

Music.

Done.

End. THE End.

Europe.

Come back.

Stupid, no organization at all, slow.

Slow. Slow.

Overloading X.

Doing this, not doing that.

Billllll pleaseeeeee.

Ok, ok, fine.

Money, glamour e time. That's what keeps me.

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(Stage 2)

Oh, hi, I am Magali.

Oh, she is gorgeous! Cute and sexy.

What a skin!

Piercing in the neck. Fun!

Jumping up and down. Up and down.

Hus, hugs, hugs.

I love you, sweetie.

She is so sweet.

Great, that's my girl!

By the way, there is a cocktail for you in the freezer.

Try this.

Hum...

Try this now.

Hum...

I am going to fuck her.

Done.

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(Stage 3)

Oh, hi, I am Kellyn!

Oh, man, she is sexy!

Do you work out?

All the Americans have such a great body!

Jes! What legs!

Do we have a dress code?

Not really.

Linen at the counter. Big ass to the air.

Or to the boss.

Yeah. The couch sort of test.

Approved.

Oh, yeah, try this, Kellyn.

What is that?

Choose any cocktail. What would you like?

Hum...

Freezer.

Linen.

Freezer.

Linen.

I am going to fuck her tonight. I tell you later.

Ok. Uhu.

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Agora o que eu me pergunto, incansavelmente, é: como mulheres, China, América, Indonésia, Brasil ou Casa do Caralho, conseguem cair com um "Beautiful Eyes" and a few Martinis? Não que somos fáceis ou mulheres da vida. Mas é muito fácil convencer uma mulher com apenas dois ingredientes. Alguns elogios, alguns free drinks. E pá! Here we are. De 4. Ou how you will please.

Man, life is tricky. Queria alertar as mulheres sobre esse tipo de boss. Creio eu que já aprendi minha lição, Veridiana não mais cometerá the same mistake. HOWEVER, eu queria alertar o mundão! Todo mundão! Diga não a homens ridículos. Especialmente se eles forem ricos e carecas. E se exercerem algum poder sobre vocês. Eu sei que poder é bom, mas fere.

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Em resumo, foi isso mesmo. Todos bebendo e rindo, menos eu. Damn it. E o Benjamin do bar me tirando de useless, shape up, etc. Shut up, man! E eu não ligaria. Mas sexta-feira, seremos eu e ele ali na chincha. Only the two of us. Damn it again! Vou rezar muito. God is on my side.


Está calor e frio em Bondi, Stevo working his ass off in Glebe. Gorgeous. Cozinhou ontem para mim. Veggie sausages e potato com pesto. Assisti Enemy of the State. Ou of the States, if I will. Oh, well, Big Ben is going to call me at 3, setting me free or making me a fool! We will see. Hate that feeling. Come on, man, November and December, then Bum! BALI BALI BALI!


Can't wait, brow!


Bacios todos.

E viva as mulheres que aprenderam a sua lição.

Me incluo nessa lista.

Bacios especiais para Right de Deus e todo o nosso Quiz em Common.

Miss ya, mate!


Vênus Yo


ps. He actually showed me stain in the couch. A golden velvet couch at the restaurant!

ps2. Take Gabriela out of the window! Sweet Stevo.

Thursday, October 18, 2007

Fragmentos


Ontem a Darins veio aqui em casa.

Chegou pelas 6, fomos para Tamarama filosofar a vida. Ela já tá quase indo embora e não estamos deixando a ficha cair. Às vezes parece que estamos aqui há 2 meses, às vezes parece que ja moro há anos. A Austrália é meio confusa. Ou é simples demais, a gente que complica.

Fizemos uma puta retrospectiva desde os tempos de máquina de café na Ticket no 4 andar, passando pelas reuniões na Parthenon, o avião, o pouso. Manly, as casas de família, a primeira cerveja na praia.

Daí, passamos boa parte do tempo falando o que aprendemos aqui na Oz...

1. No mexicano eu aprendi a abrir garrafa!

2. Hoje a gente já coloca limão em toda bebida que tenha coca

3. põe morago em água

4. faz Cosmopolitan

5. reclama da glasswasher do bar que não limpa nada

6. manja de carregar 3 pratos na ida, e uns 7 na volta

7. A gente manja uns canapés, esquema de buffet

8. A gente sabe como polir talheres

9. Como arrumar a mesa

10. Como tirar pedido

11. A gente entende de vinho tinto... cabernet merlot, shiraz, cabernet sauvignon

12. A gente entende de vinho branco... sauvignon blanc (Montana), charddonay, riesling

13. A gente tem uma máquina de fazer café, mas a espuma sai gelada

14. A gente sabe o que é moccha, latte, flat white

15. A gente faz Japanese Slippers e toblerones

16. A gente usa o Micros, cash out e cash in

17. A gente repete o pedido pra confirmar

18. A gente faz torta de limão, mousse de chocolate ou salada de frutas

19. A gente se vira lá naquele restaurante, dá nossos pulos


E conversa sobre tudo, assim, como se nada fosse. Uma coisa bem Paulo Freire, usar objetos do meio que a pessoa vive. Eu seria alfabetizada, nos dias de hoje, com artefatos de cozinha e bar. Experiência for a lifetime. E tem o vestidinho do mexicano, tem o exustor da cozinha. Preciso registrar tudo, senão deixo os anos levarem da minha catchola.

Chegamos em casa, o Stephen fez um jantarzão para gente. Animal. Tomamos breja e vinho. Descemos para Bondi. Balada zuada, companhia boa. Não tô mais numas da night. Meu negócio é baladinha de sentar, beber e talk shit. A música tava boa, mas tava cheio demais.
Mas eu vou ficar vazia quando a Daryns se for. Bem vazia.


E viva os pedreiros delicia da Oz! Que venham 7, e podem dormir na sala! No repouso pós- almoço. Voltei e dormi ao ladinho so Stephen. Hum. Como ele é bom.

INFO: Esse texto foi escrito em meados de Dezembro ou Janeiro 06/ 07. Anotei tudo que falamos porque são coisas importantes que não quero deixar acabar com o tempo. As I said before, I have lost so many things troughout the years from America. It won't happen twice.


In the meantime... Flavinha já está back in Brazil. O vazio nunca foi preenchido. A Austrália tem esse efeito na gente.


Hoje em dia... Por causa de uma frasesinha solta no ar (ou no msn) eu me peguei pensando se já perdi o bonde do emprego.


- O que será que essa menina de 26 anos ficou fazendo 2 anos na Austrália? RP nem pensar, né? - Mas, senhor, eu enumerei a minha conversa com Daryns e tenho ao menos 15 motivos pelos quais eu fiquei na Oz. Coisas que aprendi. Desculpe, senhor empregador, pode parecer bobagem para você, mas foram de fatos as coisas mais importantes que já aprendi.

- No kidding.

- At all. E sabe por que? Porque a gente teve a coragem e a disponibilidade de largar mão de quem nós éramos para nos tornramos quem nós somos. Em outras palavras, quem em sã consciência largaria seu empreguinho ticket-vale refeição-convênio médico para aprender sobre canapés?

- Hum.

- E nós não temos QI, somos o que somos. Viemos, vestimos a humildade e aqui estamos. Pessoas novas. Willing to take the risk.


Bom, esse foi um treino pro discurso. Well, after all, sabe o que eu acho? Que se me perturba tanto, é porque eu mesma não acredito. Por isso preciso de uma auto-afirmação diária. Ok?

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De bem mais longe, chegou carta da Juila Joyce, mãe de Stephen Joyce. Isso, aquele ser maravilhoso que me acolheu tão maravilhosamente em St. Patrick's land. Segue um fragmento da carta:


"... I am delighted, Veri, that you have enjoyed yourself and specially that you felt at home because that's the way I would like you to feel. It took me 3 weeks to accept that you and Stephen were gone back to Australia. You are a lovely person, Veri, and we all love you very much..."


Eu chorei quando chegou, choro agora quando reescrevo. Muita coisa num pedaço de papel.


Oh, well, Julia! What if I tell you that I will never accept the fact that I have "gone" back to Australia? That I still have those Irish Magic moments very alive in my mind? What if I tell you that there is a mission to be accomplished back in Brazil, that I am willing to have a mindful job, hang around with my mates and beers, see my mom and go to the mall with her every single Saturday, eat my grandma's food that she makes with all her love, take care of my grandaughter? However, despite of ALL of these things, I must tell you: it bloody hurts. The fact that I won't have Stephen's potatos to eat, that we won't walk to the church, go to the beach. And that won't be a summer 2008. My July will have plenty of Winter. Sometimes I wish that you or my mom were not as good as you are 'cause that would make easier the whole decision-make process. Love, Veri


Nunca mandei essa carta. Nunca vou mandar. Ela vai ficar aqui comigo. Ela sou eu.

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Enquanto isso, na sala da Justiça... indo pro KJ às 18h. Trent me mandou calar a boca ontem, em frente de um desconhecido. Ben riu. Só para eu lembrar quando eu chutar a bunda deles em Dezembro. Ah! Pela Erina too.


Gone!

Me.

Monday, October 8, 2007

Esse tal desse vírus!




- Vai, filha, brincar com a Mariana.


- Não quero, vó, tô cansada.


- Mas, filha, a Mariana tem tantas bonequinhas para você brincar... e a mamãe dela já está aqui para te buscar...




- Socorrooooo, a Veri tá descendo.




- Não, vó. Quero ficar em casa hoje.


- Vai, filhinha, faz isso para vovó. Depois a gente vai na doceira!




Cara emburrada, Socorro, socorro! embaixo, lá na base da escada. Um sorrisão, um carro ligado na porta de casa. Vou, meio a contra-gosto, mas esqueço logo que não queria ir. Mariana realmente tem bonecas fantásticas!




Anos mais tarde, descubro que só fui jogada na casa da Mariana porque a bendita estava com catapora.




- Sabe como é, filha, é melhor pegar desde cedo!


- Que?


- Catapora, quanto antes melhor. Vê! Você nem tem mais marcas!


- Que?


- De catapora...


- Eu não acredito, vó. Você me jogou com a Mariana para eu ficar doente?


- Só para o seu bem...




(As pessoas insistem em saber o que é melhor para você)




Versão moderna de uma história dos anos 80:




- Filha, a Socorro está vindo te buscar hoje.


- Help, help, é exatamente de Socorro que eu preciso.


- Isso, filha, a vovó sabe. Você quer tomar um café, eu faço rapidinho antes de você ir?


- Com Litrum?


- Que?


- Nada, sarcasmo.


- Filha, você tem que superar. O mundo continua. Os bancos estão cheios, a bolsa de NY em baixa, as pessoas indo trabalhar, outras sendo demitidas. Entenda você que o mundo não parou.


(Soluço)


-... e você tem o poder de se machucar ou, como eu estou sugerindo agora, ir com a Socorro.


- Help!


- A filha dela casou com o Marcos ano passado. Desde então, ele anda saindo com outra mulher. Uma cobradora de lotação.


- Mentira!


- A Mariana já chorou, chorou, chorou. Dias que ela não saiu de casa por uma semana. Agora está lá, toda murchinha. A Socorro quer ver se você pega um pouco desse vírus.


- Do desamor?


- Da desilusão. É um vírus perigoso, ataca de todos os lados. Vai lá, a Mariana tem umas revistas ótimas e assina HBO. É bom pegar esse vírus desde já, assim não corre o risco mais tarde...


- Fui!




(Vovó, por que você nunca me mandou na Socorro ou na Dona Esperança para pegar o vírus do desamor? Agora fico eu sofrendo a cada hisória mal-finalizada, possibilidades de amor ou romances quebrados. Ou a cada sorriso, boca gostosa de dar beijo, cabelinho ralinho ruivinho. Ah, vovó!)


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"You have to let go of who you were, in order to become who you will going to be",


Carrie Bradshaw, minha musa.

Saturday, October 6, 2007

Good Music


Boas músicas para eu não esquecer.


"There is a hole in the box, don't open the booox"


"I get kind of confused until I dance"


Done!


ps. This is Yoki. The good one.

»importante«


Nasci com o cabelo errado.

Ele não é de confiança.

É duro não poder confiar no seu próprio cabelo.

Teoria sim.

The REAL deal


Lose Weight

Stop Smoking

Reduce your Breasts

Learn English Sleeping

Find your soulmate

The job of your dreams

Finance your car

Diploma in 2 years

Earn money from home (up to $1.500,00/week)

Dedicação total a você

Cultivamos Sorrisos

O banco feito para você

Business on Demand


Os caras fazem a vida parecer tão mais fácil e mais prática nesses anúncios e jargões de Marketing, que eu me afogo.

Sério: queria reunir todas as atividades num grande mega negócio próprio.

Eu proveria as pessoas com todos os serviços acima citados, todos seríamos felizes para sempre.

Lá no Far, Far Away de Shrek!

Trabalhar nada! Eu vou investir em mágica.

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Only for the record:


1. Realmente acabei de ver uma lojinha em pacata Edgecliff que dizia: Stop Smoking and lose weight. Heaps cool!


2. Fomos a Collaroy hoje de manhã. Torrei no sol. Bom. Sorte de quem nasceu na Austrália.


3. Meus preconceitos tem sua curva de acentuação. Estou seriamente passando por uma NOW. Não queria ter preconceitos, mas ces't la vie. Some people deserve it.


4. Pie no Upper Crust. Yummi.


5. Quando cheguei na Oz, Março de 2006, apliquei prum job de fazer massagem. Nada de sexo, sem roupa, etc. Só ir a lugares públicos, pedir licença e fazer massagem em alguém. Depois pedir dinheiro. Tudo com uma camisetinha preta escrito Angel X. Peralá, mermão! Eu tô ligada que não há pecados ao sul do Equador, mas daí cê já tá me zuando! Pls. And I carried on my cleaning job...


6. Indo pro KJ. E alguns nomes indo pro freezer. Amanhã eu volto com um Report. A shutdown one, for my health's sake!


Lv ya!


Me.

xxxxxxxx

Wednesday, October 3, 2007

Breathe Clean, Talk Dirty


O Gmail te dá uma capacidade de storage fora do comum.

São emails de mais de ano que ficam ali, guardadinhos na virtualidade do mundo. É prático: você digita uma palavra e ele grifa num amarelo-ouro todos os emails que você a citou. Muita coisa boa veio à tona. Meus primeiros passos na Oz, há mais de um ano.


Caí de para-quedas na viagem da Darin, que foi parceirona de trip. Daí muita coisa rolou. Trabalhos, english, etc, etc. O problema do tempo passar é que ficamos mais exigentes. Existe um standard agora. Coisas que eu já fiz, que eu não faria de novo. Coisas que eu deixei de fazer e que ainda quero fazer. E por aí vai.


A Dream Trip completa um ano agora dia 09. Muitas coisas ficaram daquela viagem. Muitas coisas vão ficar dessa viagem toda chamada Austrália. A praia, o ar puro, a Tooheys New. Coisas que me marcaram forever.


Vejo pelos meus emails que eu nunca senti muitas saudades do Brasil. No começo foi estranho. Eu nunca chorei de saudades. Muitas coisas foram me ligando a Oz. O Stephen é a maior delas. Cada vez que a gente briga, eu tenho vontade de voltar. Mas a maior parte do tempo aqueles olhos me fazem querer ficar. É breguice, eu sei, mas é assim mesmo que eu me sinto. A road para o Brasil está me chamando e eu vou embarcar. Mais cedo ou mais tarde. Só não sei viver de ultimatos, de términos. Só sei viver assim, meio errada. Toda errada.


O lema é um só. E é dele que eu vou vivendo.