Thursday, September 27, 2007

Experience needed


Eis que andando de volta para casa, pego um atalho diferente. Atalho nada. Mais longo, mas diferente. Aqui na Oxford St tem um tainning house sort of thing. Com aparelhões para as aussies ficarem moreninhas. Há umas semanas, tinha anúncio de trabalho. Agora tem um papel que diz:




Massage Soon! 11 Years Experience in Italy and locally.


Até aí, ok. Mas o número 11 estava escrito a mão...


-Faz logo aí o cartaz para gente colocar na porta.
-Mas eu não tenho nenhuma informação dele.
-Qual o nome dele mesmo?
-Piero.
-Põe Itália. Ele é novo?
-Novo?
-Quantos anos tem esse homem, pelo amor de Deus?
-Sei lá, 30, 40...
-Tá. Coloca Experiência na Itália, deixa um espaço pro número e a gente põe mais tarde.
-Ok.

E aí se dão as tosquices em minha mente...

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Eu no café, limpando pela vigésima vez a mesma mesa. Quando você não está busy no office proper job & Co., você vai na net, liga pros brothers, cigarro, café, fofoca. Ou inventa uma reunião. Quando você não tá busy no shitty job, they make you clean. "Veridiana, when we are not busy, we clean, clean and clean". E tô lá eu quase numa paranóia delirante, limpando e limpando as 15 mesas que eles têm, eis que ouço uma música...


"É melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe..."


E o dia todo no café foi música brasileira.
Boa. Nada daquela cafonisse pagodeira. Coisa boa.
E, ouvindo aquilo tudo, resolvi ser alegre. E não ser triste.
And carried on my cleaning job.

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Não sabia que as coisas aconteceriam tão assim, tão de sopetão. Mas a imensa vontade de ir para casa chegou e se instalou. Tô considerando puxar o carro. Saco cheio de brigar todo dia, saco cheio desses trabalhinhos e afins. Se ele não me quer de dia, ele não me terá at all.

Afinal de contas, privilegiadamente, nasci em 1981. A reforma libertária feminista já tinha rolado anos antes. Muitos bras já foram queimados para que hoje eu pudesse decidir no que trabalhar. Amigas, a luta continua. Não vou deixar o ato morrer em vão.


Amo.

Amo muito.


Yo.


Friday, September 21, 2007

Da POWER


Ontem no KJ, nosso amigo croata passou dos seus limites.

Um casal querido esperando por uma mesa a 20 minutos, uma mesa disponível de 4 lugares. Ninguém para ocupá-la. Eu os sento, ele xinga.


"Sorry", disse a loirinha aussie funky, "I just overheard sometinhg. I am happy to wait for a suitable table".


"No, you don't have to."


Eu a tiro da sua mesa, a levo para uma das 50. Por que ele tem que ser tão idiota? Você acha que os customers gostam de ouvir o mal-humor dele? Mas, believe me or not, eu aprendi a lidar com ele: No, dear, sorry. Eu não vou brigar com você. Ouço o que ele fala, não respondo e continuo fazendo as minhas coisas... Easy. That's power 1.

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De manhã no sábado, vou até o ATM pegar dinheiro da RENT. Fila. Uma mãe com 2 filhos. Uma menina e um menino que podia ser ouvido da esquina. Gritando, gritando, correndo, mordendo, girando. E minha tolerância zero. Quando eu olho para ele - bang - ele cai. Chora, chora, berra, berra, vermelho. Menino mimado. Mas me senti meio culpada porque ele caiu. Não desejei isso a ele, só queria que ele parasse quieto. Não tenho grandes paciências com criança. If you know what I mean. That's power 2.

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Temos que tomar cuidado no que pensamos.

Pode se realizar.


Vou tirar um nap now!

AMO.
PS: Foto de uma praia no Oeste da Ilha

Wednesday, September 19, 2007

It's freezing in here!


"What is Sofitel doing in the freezer?"


"Hm?


"Sofitel is the freezer."


Vou para cozinha e lá está Stephen segurando a pastinha do Sofitel com todos os materiais, incluindo meu contrato e as normas de OH&S, nas mãos...


"Oh, yeah, I am freezing Sofitel so they can't get to me."


"Oh... Ok...", diz Stephen pensativo, olhando para o papel, olhando para mim... "I thought you were a bit cu-cu."


Também achei que estava enlouquecendo quando colocado pelo Stephen, mas não. Tenho certeza do que estou fazendo. A pastinha está lá desde Segunda e já gerou muitas piadas. Pedi ao Stevo manter segredo, e ele está seguindo à risca. O único problema é que, por causa disso, ninguém me ligou ainda. Desde que coloquei a pasta lá, o telefone não tocou. Weird.


Cada vez que temos um "argumento", Stephen ameaça me colocar no freezer. Silly.

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Especial para Joey e Mamãe Gravina

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Hoje está chuvoso. Prometi acordar às 11am e ligar pro Lucas, não consegui. Sonhei que meu óculos quebrou. Suspeito. Fiquei o dia inteiro enrolando em casa, não quero trabalhar, mas "of course you're working", disse Benjamin querido.


Argh. No.

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Ontem levamos um Floresta Negra com velinhas e um perfume com cartão para Cathy. Juro, nunca vi ninguém tão feliz com uma supresa que eu fiz!

Monday, September 17, 2007

Brazilian Treats/ Xmas Tree


A week later, after 2 emails, Claire called:


- Oh, Veridiana (she manages to say my whole name in quite a good form), I am sorry to hear it didn't work out for you.


Mas, mermão, eu falei há uma semana que não deu certo para mim. Como você fala comigo como se só soubesse agora? Acho que ela, bite me, não sabia que eu tinha abandonado a posto na Terça passada. Isso é só uma prova da importância da minha função e da atenção despendida pela minha manager. Eu saí do emprego há uma semana, no meio de um shift numa terça-feira e ela, super antenada, só percebeu porque eu mandei email.


- Where's hm...

- Who?

- That girl, the brazilian...

- Veri?

- Yeah! Veridiana.

- Oh, she is gone.

- Bitch!


Nunca vou esquecer que larguei um emprego e ninguém percebeu. Como se fora um vaso retirado porque a plantinha murchou. Ou ainda uma árvore de Natal dia 6 de Janeiro que some e, quem não tira, nem sabe o que se passou...


- Marcia, o que aconteceu na sala?

- Que?

- A sala, tem algo faltando.

- Árvore de Natal, eu tirei. Não dá sorte depois da primeira semana de Janeiro.

- Sério? Mas é Fevereiro.

- E você não tinha notado? Faz cerca de 4 semanas que ela se foi...


As árvores, os vasos, as brazilians se vão. A gente não percebe.


Para piorar a situação. Ao invés da querida absorver a informação e me ligar para assinar a carta, não.


- Can you come here tomorrow to talk about this?


Oh, for crying out loud! Já falei com 2 pessoas, já, já, já. Só quero assinar uma carta-padrão de demissão, devolver os pertences do hotel e sumir. Me deixa, Claire.


- So, what didn't work out for you?

- Hum... the fact that you suck!

- What?

- You suck, Claire. Seriously.


Não, não vai ser dessa vez que eu vou chutar o pau da barraca. Só quero assinar e sair. Voltar para Bondi, ir ao shopping, etc. May I? Se demora tudo isso para demitir uma simples Comms que nem notaram que saiu, o CEO tem que dar 1 ano de aviso prévio. Na boa, eu devia só sumir.


Honestly, nem sei o que falar para ela. I didn't fit in. It's not for me. I really appreciate the offer... As pessoas preferem ouvir bullshit than ouvir nada. Sério, o silêncio vale ouro (Zoppa, loveya!). Let me go, Sofs!


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No post de hoje, eu só queria citar o que eu gosto e o que eu não sinto falta no Brasil. Mas meu ser está tomado por toda a desconsideração sofitélica. What a hell! Anyways, o máximo que me lembro que queria escrever é...


Saudades de... docerias (com risoles, esfihas, etc), pastel de feira, caldo-de-cana, vovó Elena, vovó Dino. Tá, sem citar pessoas. Só do Brasil. Humm... shopping de sábado, Redeshop, carro, som do carro, amigos BONS.


Não saudades de... maioria da música brasileira, sertanejo, pagode e a baixaria toda, brasileiros em si, violência, trânsito, stop. I better leave.


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Vou congelar os documentos do Hotel no freezer. De lá, eles não podem me atacar. BTW, São Jorge está comigo. Para que meus inimigos tenham mãos e não me peguem, tenham pés e não me alcancem e que nenhuma arma de fogo me atinja e que facas se quebrem, etc. Há todo um ritual Jorgilístico entre meus atos.


Freezer, here we go! Mom, voltando à tradição!


bacios!

Fui.

Não há Sofihell que me detenha!


Sunday, September 16, 2007

Eu só quero amar!


Não quero dinheiro [Só quero amar]
(Tim Maia)
Vou pedir pra você voltar

Vou pedir pra você ficar

Eu te amo, eu te quero bem

Vou pedir pra você gostar

Vou pedir pra você me amar

Eu te amo, eu te adoro, meu amor

A semana inteira, fiquei esperando

Pra te ver sorrindo, pra te ver cantando

Quando a gente ama, não pensa em dinheiro

Só se quer amar, se quer amar, se quer amar

Do jeito maneira, não quero dinheiro

Quero amor sincero, isto é o que espero

Grito ao mundo inteiro, não quero dinheiro eu só quero amar

Te espero para ver se você vem

Não te troco nesta vida por ninguém porque eu te amo

Eu te quero bem

Acontece que na vida a gente tem

Ser feliz por ser amado por alguém

Porque eu te amo, eu te adoro, meu amor...


Precisa dizer mais?

Humpf.

Stevo, loveya.

Seriously.


ps. Sono. Fui dormir às 4am por causa de Lost. I am getting Lost.

Thursday, September 13, 2007

Desde 2000...


"Mas os anos estão passando e ele parece que não passa com os anos. Cada vez mais bobo, mais juvenil."

E não. Na verdade, segundo Lú, a gente que está mais exigente. Não é para menos, começamos a faculdade em 2000. 7 anos se passaram. Para alguns.
Antes a gente flertava, se me permite dizer, com o cara mais bonitinho. Ele tinha que ser bonito, engraçado, se destacar na multidão. Uma roupinha boa ajudava. Nem precisava ser de marca, mas tinha que ter estilo. Mostrar a que veio. Fazer duas faculdades ajudava. Ter conseguido um estágio em lugar legal ajudava mais. Um carro para te buscar, um CEP, um telefone bom. Medo da gente. Suas amigas tinham que achar ele foda. Por portfolio, porque ele já tinha ficado com as mais top, ou por qualquer motivo que deixasse ele foda. Reconhecimento, a gente sempre buscou reconhecimento.
Você ficou com ele na formatura? Adoro.

Nem precisava ser muito demais. Bastava ser reconhecido como tal. Às vezes nem você achava ele tudo isso, mas o histórico construiu a fama. E você se deliciava em beijar alguém assim. Playboyzinho, eclético, um DJ quem sabe. Ou alguém que manjasse de McInstosh. Jesus, que critérios bizarros.

A gente ria de piadas sem graça, a gente se acostumava ao que o cara demandava: "Não, não. Pode ser quinta."

Mesmo que você tivesse que trabalhar até às 21h e acordar às 6h no dia seguinte. Saia correndo do trabalho, depois de um quick look no espelho, e ía apavorada pontuar. Porque sim, era como um grande campeonato de ficadas. Ficar nem era o mais importante, o mais legal era contar depois. Com detalhes. Mesmo que superlativados. Aliás, na maioria das vezes, o eram: "Jura? Ele fez isso?"

Pois sim. Os anos passam, o tempo passa, o Bamerindus que o diga. E de repente, os caras mais disputados e almejados da época de colégio/ facul parecem que não passaram. Continuam lá na grande virada do século. Como se nada tivessem vivido ou aprendido nesses anos. Sem novas piadas, o mesmo cabelo, a mesma roupa e vontade de impressionar.
Quem, cara pálida? Quem?

O que a gente quer, mulher crescida, é alguém que te respeite. Seus horários, seus gostos, suas necessidades e até aqueles quilinhos a mais pós-férias. Alguém que te admire, te conforte e te pergunte como está. De verdade, do coração. Alguém que cuide da gente. 24/7. Vendo de longe, parece mais simples encontrar esse cara. O nível de exigência e a aprovação das amigas não mais estão no checklist. Mas, paradoxalmente, tá cada vez mais difícil.

Os boring couples já estão se casando. E fazendo DVDs para atrapalhar os churrascos da galera. Os normaizinhos já estão na breguice do álbum de família. Sobraram os estranhos, os desajeitados, os que buscam uma sintonia maior. Que não me chame de vida, mas que preencha a minha. Utópico, talvez. Mas nós, mulheres crescidas, não desistiremos. Já vencemos a fase de acreditar em soulmate. Agora queremos um lifemate. Alguém que aprecie a vida sem moderação. E sem fingir ser alguém que não é só para encabeçar a lista dos queridinhos.

Pô, Eros, é pedir muito?

ps. O meu taqui.

Wednesday, September 12, 2007

Um gene matrimonial


Quando eles souberam que Paris estava no roteiro da viagem, 1 em cada 2 pessoas fazia a piadinha: "Vai voltar casada", "Ele vai propôr no topo da Torre Eiffel", "Depois de conhecer a família, vai para Paris? Já vi tudo...". E nesse nível íam os clichês correndo soltos.


Eu, que nunca tinha pensado seriamente em casar nem nada (claro, todas as meninas querem casar, mas isso não é fator 1 na minha vida), comecei a considerar a situação. E se ele propusesse, out of the blue, no topo da Torre? E se ele me chamasse para jantar, pedisse vinho e o garçom viesse segurando uma caixinha (seja azul, seja azul, seja Tiffany's!). Por algumas vezes, enquanto ainda na Irlanda, me peguei pensando na possibilidade.


"Bom, eu já estou aqui mesmo, conhecendo a realidade. E se num ímpeto de amor e paixão louca, ele me pede em casamento? Eu mandaria a vida corporativa e o Brasilzão às favas...", eu pensava baixinho.


Depois de ver o vídeo e o álbum de fotos da irmã mais velha (mais velha que ele, mais nova que eu, diga-se de passagem), comecei a me imaginar naquelas fotos. Talvez eu mudasse o cabelo e os arranjos de flores da igreja, mas o vestido era lindo, a recepção foi alegre e a missa foi suprema! Me imaginei fazendo discursos em Inglês e Português, que seriam mais ou menos assim:


"From the moment I've seen you, I knew you were the best man I could ever meet. Your integrity, dignity and these blue eyes never lyied to me. We are meant to be. And I want to thank you all for coming and helping us to confirm to God that, yes, we are one and only Joyce couple". E eu desabava a cantar Marisa Monte... Bem que se quis... ou algo assim.


Daí eu falava tudo isso em Português para o meu pai, já bored e drunk, entender. O Lucas, Zoppa, Lú e Gargiulo estariam lá também. E a Michelle do Sto Antônio. As mães chorando, meu pai enchendo a cara. Meio tortinho, tentando o mínimo de comunicação com os Irish lads. Entrando na Igreja com Elvis: "... For I can't help falling in love with you...".


Eu compraria meu vestido no Brazil, em reais, para ser bem diferente do que eles conhecem. As minhas bridemaids estariam de verde, half Irish, half Brazilian. Recepção no hotel, etc. Lua-de-mel em algum lugar quente. Cabelão liiiiso, mais liso que a vida. Guinness, vinho, champanhe, vídeos, fotos, carrão. E o Stephen lindo, mais lindo do que nunca.


Hora de ir para Paris. Eu estava mais preocupada em chegar lá no hotel logo porque o booking ía até às 18h e saímos de Dublin às 17h. Ou seja, catástrofe. Estaríamos na rua. Da amargura. Logo ali, perto de Sacre Cour. Tudo deu certo, apesar dos meus stresses loucos que tomam conta de mim. Mil cigarros, uma breja. Dia seguinte, nublado, Louvre. O próximo dia vamos à torre. Nada desses devaneios me passaram pela cabeça.
Stevo, do you have the camera?
What?
Come here, give me the camera!
Cerca de 1 hora na fila para subir ao segundo andar. Calorzinho, friozinho, todas as estações do ano passam por Paris em 1 hora. Subimos. Descemos. E ele nunca perguntou.

Eu não imaginava que ele perguntasse, pensando bem eu prefiro que ele não tenha perguntado. Mas, sinceramente, esse anjo que mora dentro de mim é louco por um vestido branco! Racionalmente, eu tenho que voltar à Pátria amada. Mas, um pedido assim, podia mudar toda a minha vida. Humpf. Sei lá. Eu diria sim com certeza. Não sei dizer não. Ainda mais à minha atual situação encalhada aos 26. Prestes a voltar ao Brazil, com z sim, para a vida de bachelorete. Oh, well, tudo a seu tempo. No final, eu preferia mesmo escolher a aliança. Azul, azul, azul. Não abro mão.


O que pesou foi voltar para Sydney sem a pergunta, sem muito menos respostas. As pessoas insistiram em saber...


Eiffel Tower? It was awesome! We went up, we came down.


And?


And then we went to Museé D'Orsay, which is fantastic! All Monets, Van Goghs and stuff. It amazes me... e começo a contar do museu x, do restaurante y.


(sim, existe um sore spot no meu coração, aqui onde mora o anjo, que ainda não se conformou em não ter ouvido a pergunta. A minha desculpa para ele é que Stephen deixou a pergunta cair do topo da Torre e alguém usou na próxima subida).


Ele acreditou. Eu ainda não. Hopefully, one day.


ps. ao contrário de Carrie, eu tenho meu gene matrimonial em ordem. Se replicando com o passar dos anos...

Nem na Suécia!


Only for the record: quase fui atropelada por uma bicicleta na calçada. Dawm it!
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Parte de um texto bom, de Xico Sá.

"O amor, se é amor, não se acaba de forma civilizada.
Nem aqui nem Suécia.
Se ama de verdade, nem o mais frio dos esquimós consegue escrever o “the end” sem pelo menos uma discussão calorosa.
Fim de amor sem baixarias é o atestado, com reconhecimento de firma e carimbo do cartório, de que o amor ali não mais estava
."

Diz tudo, diz sempre.
We survived another September 11.
Obrigada.
Medo da Oz. Sério, medo da Oz. Voltar no KJ será o maior mistake da minha vida?
Tenho uma proposta de 12 a hora no foodcourt do mall across the road.
12, porra? Dignidade zero. Is like walking backwards.
Tô tão de saco cheio que acho que não ía nem por 20.
Cansei ponto.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Tuesday, September 11, 2007

Chance, de Chanel


Bem bonita, você coloca a maquiagem, lápis, blush, desodorante.

O uniforme é fantástico, classic, como se fora uma flight-atendant.

Glamourosa, feliz, meia bege, mule preto.

Salto. Sim, o mundo precisa de saltos.

Walking gracefully to the Reception.

Primeiro dia de trabalho.

Em menos de 24 horas você sabe que não é aquilo que queria.

Pessoas que acham ter chegado ao topo da cadeia alimentar.

Prontas a dar o primeiro grito a qualquer little mistake.

"I told you yesterday". A manager nem olha na tua cara. Hi.

Não, nem hi nem ho. Chega, quero sair. Durante o dia, você atende telefonemas.

E passa o dia pedindo que o telefone toque.

Bon jour. Bon jour, my ass. I need action.

A gente passa a vida sonhando com certas coisas que nem eram dignas de sonhos.

Bye, I will see you later.


E você parte rumo a felicidade.

Tenho dito.

Sunday, September 9, 2007

I'd rather be dancing


Chegamos correndo em casa, só para deixar as malas. Sem sentar no sofá, vou direto ao banho.

Quatro dias num barco com mais 8 pessoas, um único banheiro, etc. Tomar banho num chão que se move não é a melhor sensação. Rola toda uma pressão da água acabar e etc. My ass. Penteei o cabelo no chuveiro e não quis nem saber. Cabelo enrolado não pega bem se não tira os nós in advance. Enfirm era hora do banhão. L'Ocitane de Provence, France. Bem cheirosa. Manteiga de karité. Ou Shea Butter, como se diz na gringolândia. Delícia. Mais uns 3 diferentes tipos de sabonetinhos e tals. Maquiagem. Pó para peles oleosas que me dei o direito de comprar em Taiwan. Chanel, comento baixinho. Dentro de mim mora um anjo que se delicia com pequenas coisinhas, such as Chanel. Sombra Sephora. De Paris. Assim, de longe, eu não pareço uma backpacker, I must say. Meia-calça, saia marrom, blusinha, sapatinho baixo, bolsa de gato. Le petit gateau. Secador de cabelo. Algo tão simples, mas que revoluciona minha vida. Chance, de Chanel para completar tudo. Uma espinha no meu queixo, lateral esquerda. Mas ela se tornou ínfima quando Chanel entrou em cena. Taxi, pub. Que começou tímido, Hahn Lite. Scooner. Too much for a pint. Meninas bem quietas, fazendo piadinhas com os caras. É uma sina. Eu me dou melhor com homens. Ah! Sorte a minha, brow! No meio da noite, me vi dançando. O que viesse eu estava lá. Mãos, pés, pescoço. Fazia tempo que meu alter-ego quase sufocava o meu Id sedento por uma dança. E manja essas danças que você quer que o mundo se foda, porque você já tem um cara para levar para casa e ele já te ama do jeito torto que você dança? Pela primeira vez, em anos, eu dancei para MIM e não para ninguém. E eu queria que o mundo acabasse ali, que se dane, você amiga. Eu uso Chanel. Não sei dançar, enough fairness, mas eu dancei. Cabecinha pro lado, pé, mão. Me senti A dançarina. Delicioso, I must say. Conversei com dois brothers da Finlândia. Nokia e Santa Claus. Uns amigos da Venezuela. No, no ablo espanhol, thanks. Could we speak English? Bloody amigos. Mas daí, a balada começou a zuar. Stephen com olhos azuis-vermelhos. Hora dos shots. Saco. Os irish bebendo para ficar legless. E eu só queria dançar, for the sake of me! Baby Guinness. Catriona caiu twice, derrubou o copo out of the blue e pediram para que ela se retirasse. Bem bizarro.com.au. Mas I didn't give a shit. I was dancing. I'd rather be dancing... Sim, agora posso usar essa frase-ícone do meu ano de 1999.


Summer of 69: those were the best days of my life.


Now you said it!


Um pedido aos Irish: bebam até um limite confortável para quem está com vocês. Bebam água ao decorrer da noite. And, be polite!


Ressaca na segundona. Amanhã vou pedir demissão. De Chanel. Always.

Wednesday, September 5, 2007

Coxinha is back

Drummond disse: "Eu pensei que a saudade fosse algo distante, que fica longe..., mas hoje eu sei que essa saudade é minha e ninguém vai levar de mim".

DJ, um amigo-professor ou professor-amigo, me mandou essa frase. BOA. Completo com outra que Anita me disse uma vez: "E a nossa dor não sai no jornal". Nada parece tão grande ao olho nú de pessoas vestidas que vêem de fora. Por sua vez, pessoas nuas são mais propícias a entender. Assim, certeza. Ainda hei de escrever uma teoria de Marketing acerca do assunto.

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Passando pela Bondi Road, altura dos 300 e poucos, uma placa amarela na frente dO Galo diz: "Coxinha is back". Sabia que minha amiga voltara a trabalhar quando ali vi que a coxinha estava de volta. Os brasileiros tomaram conta de Bondi, County Bondi. Aliás, os irish também.

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Almocei com Pennyzinha querida. Sempre disposta a me dar seus conselhos, ouvir meus lamentos. And, I was glittering. Ela aprovou minha decisão e devo falar com Sabastian, o bangladeshiano gente boa, na terça. Sem falta. He's awesome!

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In the meantime, mandei msg e recebi resposta do KJ. Sinto coisas boas.
Praça de ALimentação do Westfield? Perhaps.

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Saudades do dia vai para Vanzinha, Lú, Anita, Nina, Fê, Daryns, Relise e Lucas.
E família, claro.