Wednesday, November 28, 2007

Him/Her


HER

Mais um dia. Oh, no. Eu lembro que odiava abrir os olhos. Ai, doia saber que o sono tinha acabado. Enquanto eu dormia, era a única parte do dia - míseras 6 ou 7 horas - em que meu coração não doía. Mas o sol chegou, a quarta-feira mais quente do ano. E eu levantei, against all my will, tomei café e um banho. Sem a mínima vontade de nada. Passei 3 das 8 horas em que estive no trabalho, na enfermaria. Calmantes, chás, conversas. Painkiller. Asshole killers would have been nice! Comecei a terapia, comecei a beber depois da terapia. Toda quarta era dia de Sasha. Mudava só a companhia. Raras as meninas de 25 anos que bebem toda santa quarta-feira religiosamente. Eu estava sempre lá. Comecei a beber de quinta, de sexta, de quinta e de sexta. Eis que um dia, entre desilusões e reuniões de pauta, surge uma idéia. Um convite para fuck off. E eu agarrei the world by the balls and yelled: "Fuck everybody, I am going to Oz..."


HIM

Ele morava num barco. Passava duas semanas on board, uma semana off in land. Duas semanas entre Iceland e Ireland, uma semana em Inis Mór. Dormia em bunks (3 horas por dia), comia potato salad e digestive cookies com tea. Sem muitos amores, sem muitos sonhos. Só o de ter seu barco um dia. E sair pescando e velejando o mundo. Uma vida not very excited. Cumprindo o que sabia fazer: tailling prawns. Um dia, um amigo também pescador de Mayo, veio com o convite para fuck off. E ele agarrou o world by the balls and said: "Fuck all, I am going Down Under".


HIM&HER

Eis que um dia, o destino assim quis, que he and she (or him and her) se conheceram. Trocaram figurinhas, números e cervejas. Dali para dividir uma casa, uma garrafa de vinho e uma vida, foi um pulo. E todos os dias agradecem a Deus pela oportunidade de terem se conhecido.


MORAL DA HISTÓRIA: Há seus motivos. Podemos não dar o devido valor no momento, mas temos que acreditar. E mover montanhas.

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Te amo, Stevie!

You are one of a kind.

Tuesday, November 27, 2007

Singer

Segura nessa ponta. Tá. 1,2,3. Lift.
Desce geladeira.
Desce sofá de 3 lugares.
Desce uma máquina de costura Singer.
Põe tudo no caminhãozinho do Stevo.
- Para onde, Paulo?
- Oatley.
E para Oatley vamos. Falando de música, governo, guerra, futebol, cidadania. Que aliás, Paulo acabava de tirar a sua. Ele conheceu a mocinha em meados de 1990 esperando um ônibus em Londres, a convidou para uma cerveja, ela aceitou. Ele veio para cá, ficaram juntos alguns anos, aplicou para seu visto de residente. E assim foi.
Essa é a parte rosa da história.
Aquele dia era o dia da separação.
O dia que, por um motivo ou outro, eles decidiram que não mais viveriam juntos. Ou ele decidiu e ela acatou. Ou vice-versa. Dificilmente é uma decisão conjunta. Alguém sempre tem que sofrer. Alguém tem que amar mais, logo alguém ama menos. E alguém, nesse caso, decidiu que seria a hora de ela ir para outro subúrbio.
Eu nunca a tinha visto, embora sempre encontre Paulo por aí. Chegamos lá, descemos do caminhãozinho. Sem assunto. Abre a porta uma mulher grande. Maior que ele em altura e largura. Olhos azuis e a voz mais macia do mundo.
- Hello, come on in!
Ela era uma avó anos atrás. Imagina uma avó antigamente quando ainda não é avó. Era ela. Querida, macia, interessada.
- So I heard you are going to London...
- Yes, we are. Just for a while, though. Couldn't keep up with the weather.
Eu não queria necessariamente falar de Londres e das memórias do lugar. Sabe-se lá que tipo de sentimentos trazem à tona e ao coração dessa mulher. Ajudei com uma coisinha ou outra. Ela era too big para ajudar com qualquer coisa. O apartamento vazio, cara de mudança. Mil caixas, e alguns LPs no chão. Yes, she could be a granny. O lugar estava vazio de materiais, mas cheio, tão cheio de solidão.
- So how was your week?
Ela perguntou ao Paulo. E eu fingindo que procurava pelo Stephen.
Uma conversinha bem informal entre os dois.
Ela oferece água. No, thanks.
Quando já não havia mais móveis a serem alocados ou água a ser oferecida, um silêncio mórbido tomou conta do local.
- So...
E ela ofereceu dinheiro pelo favor. Nos negamos a aceitar. You have suffered enough, dear, keep your money. Ela disse que pagaria cervejas depois que voltássemos de viagem.
- We can arrange a beer on me. They said the roof has an excellent view and a great spot for a barbie.
- Sure, anytime.
We all agreed.
Saímos de lá, não falamos mais sobre isso.
Todos sabiam que nunca haveria churrasco ou que os dois se veriam de novo. Bens trocados, partilhas, divisões e regras estabelecidas.
Duas semanas mais tarde ele estava saindo com outra mulher...

E assim foi.

Sunday, November 25, 2007

Devaneios de Vênus Mulher


- Estava pensando em te pedir em casamento.
- Hum?
- Isso. Pensei em reunir todos os seus amigos para um jantar, garrafas de vinho, pedir que tocassem uma música nossa. Ou qualquer música romântica.

Engoliu seco a torrada com manteiga.

- Daí eu pararia a música e diria que te amo, que nunca quis ir embora, que sempre te quis comigo. Que nós somos bons juntos e que não há nada no mundo que vá tirar você de mim.

Um gole de chá.

- Eu te daria uma aliança de ouro branco. Me ajoelharia a teus pés e começaríamos a chorar. Você me tira para dançar e todo o restaurante bate palma. O que você acha?
- Eu acho que você bebeu demais.

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Se eu te pedir em casamento, eu perco a minha talvez única chance de ser pedida em casamento. Aliás, quem disse que tem que ser assim?

Wednesday, November 21, 2007

My cardio, my heart


My cardio...

Once, muita sabiamente, Carrie Bradshaw disse que não faz compras pelo Ebay porque fazer compras é o "cardio" dela. Fair enough. It should be my cardio too. Eu tenho aproximadamente 100 pares de sapato e me delicio só em passar pelas lojas. Sem um tostão. Vendendo almoço para comprar a janta, mas linda entrando na MNG e babando. O fato é que as roupitchas e vestidos que eu vejo nas lojas me ajudam a acalmar o sono e me colocar para dormir. Believe it or not, há aproximadamente 3 coisas que eu penso antes de dormir (naqueles últimos minutos entre deitar e cair in a deep sleep). Primeiro, eu faço uma breve oração pedindo por mim, pelas pessoas que amo e pelos animais. Depois somente adormeço pensando ou num vestidinho bom que vi no Westfield ou em alguém. ie: Sawyer. Mas desde que Lost acabou não há mais Sawyer em mi vida. Please, WB/ HBO, coloca esse homem em outro seriado. Ontem.


Todo dia que pego o trem, passo pelo shopping just for the sake of looking. And, man, they have some nice stuff over there! Hum...


My heart...

Por todas as coisas que já aguentei no KJ, acabei me acostumando com tudo. Ok. I am a F idiot. Ok. I am a putana. Ok. I know you gonna start giving out. Tudo passa a ser normal. Mesmo que hurtful. Já andei perdendo o sono muitas e muitas noites. Comprei umas pills e, por causa da minha campanha "don't pop pills, pop corn", eu não estou tomando mais. Conto com meu cardio diário no shopping mall. Sexta-feira tive um mini-caso de chororo em frente à indogirl amada. Ela me ouviu, se posicionou a meu favor e me trouxe flores no dia seguinte. Mais chororo. E uma conversa muito franca, onde ela disse que não, não concorda com aquele behavior. Fine. Domingo de praia, giving out sobre o mesmo assunto em Coogee. He is dirty, how old is he again?, who in hell would like him?


E a minha anger passa a ser a anger dos meus amigos de fora e, reconhecidamente, a anger das pessoas de dentro também. Como se uma idéia, paradoxalmente, só venha mesmo a existir quando ela explode. Aprendi isso em aulas de teatro em 1996. Hoje se aplica. Toda a tristeza-slash-raiva-slash-cansaço do KJ foi reconhecido em co-workers. Tá. Mas o que era para ser bom, um alívio, um desabafo, se tornou uma bomba-relógio. Porque, como as idéias quando compartilhadas aumentam, a raiva também aumenta. E não sei se aguento mais.


On top of that, coloca a Megha do Nepal e a Summer da China falando a mesma coisa hoje no almoço. I don't think I can handle this any longer. It hurts so badly. It F does!


My cardio and my heart, together, need a reavaliation!

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O brother da Slovakia vai me dar 100 dólares para fazer 2 assigments para ele. Haja saco!


Due to insatisfaction at work, my return to Brazil should be sooner than expected.


You got it!

Tuesday, November 20, 2007

Campanha Anti-Drogas


Frases e idéias geniais que as pessoas falam e que eu só vou absorvendo e levando comigo.
Tem o Hugo Hurley, de Lost, que sempre vem com as MELHORES afirmações. Seguidos por Sawyer, também de Lost.

- Dude, we are lost!
- I will tell you how he knows stuff. This guy, sees the future, dude.

- Whoever named this place "Black Territory", genius.

- That's uncool, dude.

Enfim. Sempre pirei em tudo, tudo o que ele diz. Ele é uma comédia ambulante.
Outras frases mega-powerful que eu devo não esquecer.

- Share the love, Paul! (Fiona para seu namorado que carregava o saco de cervejas).

- I don't like kiss-and-tell, but he cheated on you a lot this weekend. (Phoebe B. to Precious).

E a minha contribuição contra as drogas e a favor de frases de efeito é:

- I don't pop pills, I pop corn! (Veridiana Gravina em momento inspirado).

ADORO
ADORO
ADORO

Um dia estarei no hall of fame.
Somewhere.
Anywhere.
Elsewhere.
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Na sala da justiça... Mr. Trent me deu o day off. How extremely convenient, isn't it?

Monday, November 19, 2007

Vai plantar potatoes!

Excuse me.
Sure. What's up?
Can I see your passport, please?
Of course!
Oh, well, what is my visa doing in your passport?
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Olha lá embaixo!
O que tem?
Chega mais perto.
Hein?
Daqui, olha daqui.
Splash!
E caiu da ponte.

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Tá. Que a Maggie usa meu visto desde meados de Julho do ano passado, ok. É uma coisa que me incomoda deveras, mas que por um motivo ou outro eu fui deixando não me atingir. Horas porque eu tenho certeza que meu lugar é em São Paulo, horas porque eu me coloco no lugar dela e imagino que deva ser mais fácil ter um visto de 4 anos como residente. Fine. That's fine. Mas por duas vezes o fato de ela ter meu visto no passaporte já europeu e já cor bordô (bordeaux?) hit me like a bomb.

A primeira foi lá em Outubro, Novembro last year. Eles aplicaram pro visto em Julho. Eu conheci o Stevo dia 06. Pegou o visto dia 06 de Agosto ou algo parecido. Aplicaram para o defacto, que saiu meses depois. A gente se lamentando em Bondi de eu ter que pagar 1000 dólares a cada 3 meses, ter que ir na aulinha picareta do professor de Bangladesh (sim, é um país) e só trampar as 20 horas legais. Eis que chega uma mensagem dela: "Happy days. I got the visa". O governo estupidamente aussie reconheceu a irish girl como namorada do meu namorado e conferiu a ela (que porra, já é irish, já fala inglês, já tem olhos verdes) um visto semi-eterno. Um quase passaporte para o sucesso. Doeu minhas entranhas. Doeu demais.

Reclamei por meses, chorei de raiva, pensei alternativas. Mrs. Walsh, a agente da imigração que cuida do caso, disse que era simples as anything: liga para sua empresa, avisa que trocou de namorada e pega esse visto que lhe é de direito. O problema é que, fazendo isso, a nossa querida Maggie teria 28 dias para deixar o país. OU, alternatively, ela podia ir colher frutas. Parece piada. Mas é a mais piadística das duras realidades. Para pegar o visto dela e transferí-la para um working holiday visa número dois, ela teria que ir colher frutas por 3 meses em Victoria.


- Is there anything else that she could do to extend her visa? (perguntei para a mocinha da empresa de recolocação)
- Yes. She could work in a meat factory.
- I beg your...
- Yes. Packing meat.

Tipo, história de terror. Ou você se mata na lama da fazenda. Ou você vai trabalhar num matadouro.


- Tell her, Veri, that she can go picking cherries, grapes. She does not necessarily has to pick up potatoes or carrots.
- I am sure this will convince her.
- Or she can go packing fruits. Easy.

Easy para você que nasceu dona de uma cidadania australiana. Enfim. Como você pode mandar alguém assim: "Ai, vai plantar batata porque eu quero o seu visto". I can't believe in life. Too sarcastic sometimes. Se é cherries e grapes, você pega aqui em cima. Potatoes e carrots tem que ajoelhar num calor traumatizante de global warming-sem-camada-de-ozônio. E haja moscas que pousam em você!

O fato é: parei de me torturar com essa história tempos atrás. Quando fui para o Brasil S/A, descobri um país com minha vovó Elena, minha mamãe, café preto bom e amigos always there for you. Isso me convenceu de que meu lugar é na South America. No entanto, com a chegada do fim de uma era de dois anos, a pergunta se instala: Why? Why leave Oz? E a vontade de ter meu visa de volta ao passaporte verdinho com minha carona na porta da frente, aumenta. Muita raiva.

Sempre achei que a Maggie não sabia que eu queria o visto. Tenho certeza que, sendo minha amiga (e o mais importante: sabendo o quanto o Stevo gosta de mim), se ela soubesse que eu estou indo embora por causa do visto, ela me dará com certeza. E eu, que nem mais polite me preocupo em ser, pego sem pensar. Ok. Sempre achei isso. E estava feliz assim. Eis que domingo estamos em Coogee. Eu estou falando com Monica e Michelle, duas queridas do KJ, Stephen está falando com o Irish crew.

Ok. Horas mais tarde ele vem e me diz: "Maggie said she is gonna move to Bondi. If I wanna move with her..."

Que?
Que?

Ela sabe que eu vou embora. Ela sabe o PORQUÊ de eu ir embora. E já está tramando com meu namorado o meu falecimento. Como se nada fosse. Eu vou. E a vida (e o visa) continuam. Ai, dói. Não quero vê-la por umas boas semanas. Juro. Tô muito pê da vida. Eu jurando que a amapô não sabia. Sabe o que mais me irrita? Se fosse qualquer outra pessoa (ex. Anna striperella da Inglaterra) e eu estivesse contando para ela, ela diria: "This visa is yours for right. Go and take it, Veri. Do it".

Ai, dor de estômago só de pensar.
Vou acender um cigarro.
Raiva.

Ciao.
Até tinha mais assuntos, mas não rola.
Ciao.

Wednesday, November 14, 2007

Turn the page, mate!


Inis Mór do topo de Killeaney.

Lá da menor igreja da Europa.

Será que um dia eu consigo virar a página?

Certainly hope so.

Ou não. E fica aí na mesma página...
...going on and on...

Share the love, ma'am!

A voz uníssona (?) da Summer me irritou. Falando baixinho, sem nenhum stress em nenhuma pontuação. Meio rouca. A Miki gritando e falando japonês no almoço. Michelle conversando comigo enquanto Ben olhava. Vento. Suor. Steven da casa do chapéu me perguntando vinte vezes a mesma coisa. Are you working tomorrow? Yes. What was that? Yes, I am working tomorrow. Hum... Are you going to work tomorrow? Argh. Tudo me irritou hoje.

Argh! Detesto dias de ressaca.


Downward emotional spiral. Você se sente mal porque está de ressaca. Se sente gorda. E come. E come porque se sente gorda e porque está de ressaca. E bebe porque está com raiva que é gorda. E acorda com ressaca. E come de ressaca. E é gorda porque come na ressaca da comida. E chega! É só um exemplo. Como se fora um espiral do silêncio. Há o espiral da emoção.


Dude, you are lost!


Monday, November 12, 2007

An impulse

A drink-dialling impulse é o pior dos nossos inimigos numa separação.
Breakup and breakover.
Get over it. Move on.
Por alguns momentos, penso em escrever um email.
Oi, como vai? Sort of thing.
Sonhei com você, lembrei de você, vi um filme que era sua cara.
Essa matéria da Folha.
Eu, tô bem, obrigada. Hum... nada demais. Não, não. Ainda não sei.
Mas tô bem. Escola, carreira, família, coração.
Isso, acho que foi dessa vez. I think he is the one.
Jura?
So, why are you calling me?
Hein, mocinha?
Hein, hein?
God knows o que se passa nessa cabeça perturbada...

Whatever it takes


Assistimos o filme "Lions for Lambs" ontem. Meio paradão, conversas e conversas. Pouco sangue. Melhor assim, quem sabe. Fala sobre a incessável mania de vitória dos EUA. Whatever it takes. Win, win, win. Tirando o foco do Iraque, colocando no Afeganistão. Uma guerra que nunca acaba. A Rolling Stones de Setembro falava sobre alguns jovens que se alistaram no exército e morreram em combate. Pelo que percebi, eles andam em seus tanquinhos pela cidade de Bagdá e cabum! Uma bomba explode. Eles são tratados no hospital local. Muitos são negligenciados e sangram até morrer. Mas, cara, por que cazzo cullo que algum médico vai ajudar um soldado que está matando sua família? Que mundo cão é esse em que co-existimos?

Enfim. O fato é que o filme foi meio clichê porque os 2 mocinhos que morrem em combate, atravessando o Iran para chegar no Afeganistão, são: um latino e um negro. Não é sempre assim. Existem os caucasianos lá também. Mas os escritores de filmes americanos têm que dramatizar e colocar uns estereótipos gritantes na telinha do cinema.

O bom de tudo foi poder ver o Tom Cruise. De terno, coletinho, no papel de senador republicano. A younger Clinton, no partido contrário. Definitely not a George Bush. Mas, man, como ele continua lindo. Anos e anos depois. Lembro que tenho um poster dele no meu armário do Brasil, que data de 1990 e poucos. No filme "Cocktail". Hum, que clássico. Cruise is a classic himself. Como um terninho Chanel. Always in fashion!

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Stevo em Wollongong. Abandonada em Sydney. Lonely, lonely, lonely.

Som na caixa, DJ: Boa sorte, de Vanessa da Mata & Ben Harper. Uma sempre muito bem-vinda indicação de Right de Deus!

Att,

Desmond
Scottish Pride Inc.
First Hatch
(108)156-2342

Sunday, November 11, 2007

Diga-me com quem tu andas?


- Te falei que ela está me devendo dinheiro?

- Mentira. Quanto?

- Uns bons mil reais. Emprestei ano passado, sabe? Ganhei um bônus do trabalho, resolvi dar uma de Madre Teresá de la América del Sul.

- Ah, meu...

- E não é só pelo dinheiro, sabe? É mais a consideração. Ela precisava pagar a mortgage dela lá do apê que ela comprou na praia.

- Chique tua irmã.

- Chique...

PAUSA

- Você quer uma cerveja?

- Não, vou tomar vinho hoje. Me acompanha.

- Claro. Dois house, por favor.

- Tá, mas continua.

- Tem o dinheiro, daí ela aparece com blusas novas, calças novas, celular que cabe no meu ouvido. Quase entupiu meu canal auditivo!

- Mentira.

- Juro. E tem aquele carrinho importado, financiado e tals. Mas e daí? Eu continuo apostando nacional, cara.

- Eu sei.

- Mas, deixa, ainda vou falar com ela. Isso não se faz. Putz! Te falei o lance do namorado?

- Qual?

- Ela está saindo com um mocinho do trabalho e o namorado não faz nem idéia...

- Sério?

- Juro. (Olhando pro copo de vinho, afogando todas as mágoas resistentes e que sabem nadar!)

- Será que você não está exagerando, Gi?

- Nada, menina. Tenho certeza de tudo que estou te contando.

- Olha? Se é mesmo verdade, acho que tua irmã é uma folgada, desnaturada, traidora e cruel. Deve ter faltado para ela uns bons tapas na poupança.

- Que?

- Tapas na poupança!

- Escuta: quem é você para falar assim da minha irmã?

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Believe me or not, de quem a gente ama, só a gente pode falar mal.

And that's about it.


ps. História fictícia para ilustrar um experimento que já passei por n vezes na vida.

Eu falo, você ouve.


Olé!

Wednesday, November 7, 2007

Caiu


"You give peanuts, you get monkeys",
Tony Bozo Man from Oz.

E, na real, ele tá certo.

Levei um tombo brabo.
Toda errada.
Assim e assado.
Energia pesada no KJ.
Heavy as, mate!
Só olhando o Heinneken para acalmar. Ou falando com a minha Gabi no telefone. Eu disse: "Parabéns, amor!". E ela: "Parabéns para você também!". Broken heart.
Yo

Tuesday, November 6, 2007

The two me


Inscrição para mil trainees no Brasil. Preencher fichas e fichas de CVs. Nome completo, CPF (o que é CPF mesmo?), mãe, pai, histórico escolar. Um porre. Alguns sites você usa o mesmo para 2 ou 3 empresas. Mas a maioria te obriga preencher over and over again.


Abro outro email. Estágio na Austrália. Aplico, enquiry, perguntas. Dinheiro, aplicações, PR.


Entro no site da Abril, inscrição para Trainee lá. Checo o Catho. Mil vagas de Comunicação. Inglês fluente para ser telemarketing. Ah, tá.


RH de empresa na George St. Mando email. Quero um proper job. Entrevista. Bom.


Volto para a net e sou convocada para uma entrevista no Brasil.


Brasil. Austrália. Brasil. Austrália.


Me pergunto se tenho foco nessa vida. Aplico para trabalhos lá, tentando ficar aqui. Mil e uma coisas, sem a menor direção. Será que dá para sobreviver assim? Sem saber o que se quer direito, sem direcionar esforços para UMA coisa? Será? Minha inbox do Gmail must wonder: Where da hell is this girl? Me sinto uma mulher traindo seus próprios sentimentos cada vez que me vejo entre um email da Oz e um email do Brasil. I am unfaithful. Damn it!


O que eu faço para acalmar minha mente conturbada é dizer a mim mesma que eu vou embora em Fevereiro, mas sempre tentando ficar na Oz. Até o último minuto. Até o fim. No aeroporto de Sydney, lá em 17 de Fevereiro, vou me candidatar para um job. Não desisto. Never.

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Ontem foi Melbourne Cup.

Glamour.

Sem night shift.

The indo took it.

"Already, brother.", Desmond.


Yo

Just a quote

"Digam o que disserem, o mal do século é a solidão".
Disse Renato Russo. Concordamos todos.
Amém.