
Então vamos lá:
1. Qual o Brasil que mais me agride? O Brasil dos marginaizinhos que roubam e atiram a troco de nada com mentes perturbadas com o auxílio das drogas? Dos cães nas ruas e dos pássaros nas gaiolas? Ou aquele dos pedintes a cada farol? Dos mágicos e acrobatas cuspindo fogo nas esquinas? O Brasil do mensalão e do cartão de crédito corporativo público sem chip anti-corrupção? O Brasil dos playboyzinhos da Espm pulando ao som de Jota Quest? O Brasil da Micareta com abadá pink ou laranjão? Claudia Leite Who? Hein? Ou o Brasil da sonegação, do BV? O Brasil da hipocrisia, do "não, eu sou honesto e modelo de cidadania"? Ou aquele Brasilzão do pagou-passou? Diz que até vaga na Medicina USP se arranja... será? O Brasil que mais me agride é aquele que a nutricionista formada ganha 800 reais e a empregada dela ganha 600 ou aquele que já é errado ter empregada doméstica? O Brasil que me agride é aquele no qual que acreditei e que me apunhalou? Daquele partido dos trabalhadores (x) que chegou lá em cima com muita insistência dos meus votos - e dos votos da família Rodrigues - mas que nada mudou. Tenho mais medo desse Brasil de hoje que das épocas do Sr. Fernando Henrique Cardoso - que outrora lecionou na minha faculdade. Que Brasil me dá mais raiva? Que Brasil mais me expulsa dele mesmo? O Brasil dos mauricinhos filhos de empresários com emprego garantido e boa formação? Será? Honestly, hoje em dia, todo e qualquer Brasil tem me deixado boquiaberta. Segundo a minha vó não tem jeito. Não se faz mais pessoas como Eduardo Gomes. Assim não seja.
2. Onde se escondem cinegarfistas amadores? Será que eles andam pela cidade com suas câmeras escondidas tentando filmar algum fato bizarro e enviar para a Record, Globo, SBT? Quem são essas pessoas? Será que no campo "profissão" eles colocam "Cinegrafista Amador" ou Amador já confere à profissão o tom avesso a uma profissão? Tô pensando em fazer isso, virar cinegrafista amadora. Amar, pois bem, eu já amo... (sic).
E deu.
Sono e job hunting.
Diana, a Caçadora.