Wednesday, May 19, 2010

Porque no peito dos desafinados...

Um ano sem vê-la: será que ela vai se lembrar de mim? Será que ela vai fazer aquela festa toda de alegria com cada chegada? Será que o rabinho ainda abana de me ver? Será que ela vai me dar aquela patinha dela só para me agradar? Será que ela sabe que – no fundo, no fundo – ela é um dos principais motivos para eu ter voltado?
E foi num clima assim – meio de mistério, meio de ansiedade que eu encontrei a minha pretinha Jana. Ela veio correndo, me deu uma cheirada, o rabinho entrou em disparada e daí para frente foi só alegria! Ela me pediu para passear com ela, do mesmo jeitinho que ela fez por tantos anos... Mesmo depois de ter ficado sem me ver por tanto tempo!

O que eu percebi de diferente na minha moleca-garota é que o pelinho preto dela tem vários pontinhos brancos – a idade chegando. A alegria inalterada, mas a agilidade do corpinho cansado de 11 anos de pulacoes e andacoes e paparicos já não e a mesma! Demora mais para perceber – de dentro do sono profundo no sofazinho – que a gente chegou. O ouvidinho já esta cansado também.

Mas quando acorda – a festa é a mesma. Festa de alegria, de amor, vocês chegaram, quanta saudade! Ainda me bate no coração – como alguém que convive tantos anos com um amorzinho desses, com carinho, companheirismo – consegue abandonar seu bebezinho quando ele vira senhorzinho? Como? Me dói o coração.

Janinha, fica com Deus, meu pretinho-branco. Você mora aqui comigo, num sofazinho bem delicioso na parte nobre do meu peito...