
"... os desejos de ontem seguem pulsando anarquicamente dentro da gente..."
Exatamente assim que me sinto.
Como se todos os sentimentos que eu tenho me olhassem de dentro de mim, de uma parte superior da barriga e me dissessem: "Esquece, Veri, agora é a gente que toma conta". Têm vontade própria, suas rotinas, amores e dissabores. Aparecem intensamente onde querem: nos meus olhos, boca, sorriso, sonho e vivem a me comandar. Como se nada fosse que eu sou a dona deles. Esse lance de "posse" de sentimento não acontece aqui nessa Veridiana Gravina não. Ela só os abriga. Sem monarquia, parlamentarismo, república ou qualquer rédea social. Anarquia pura. Assim que eles são.
E quem disse que eu tenho controle sobre os arrepios que me dão?
Só sentindo mesmo.
Ô, coisa boa demais que é essa vida, gente!