Monday, October 22, 2007

Bits and pieces


Desde que voltei da Irish Magical Trip, eu me propus escrever as histórias que aconteceram na ilha. Ou as histórias que compõe a ilha, melhor colocado. São tanto detalhezinhos, tantas coisas que certamente fazem aquele lugar mais mágico. Em uma comparação breve, o Núcleo, onde moramos em São Paulo, Brasil. São mais ou menos 21 blocos com 6 apartamentos cada. Muita gente, para falar a verdade. Too much sometimes. Vamos supor morador 4/2 é meu amigo de datas, sempre nos vemos e tals. Mas um dia brigamos. Ele vai para Barra Funda, eu vou para Atibaia. E nunca mais nos falamos. Podemos fugir. Ayrton Senna, Raposo Tavares, Imigrantes. Rotas de fuga. Numa ilha como a do Stephen, não há fuga. Você briga, você ama, você xinga ou cumprimenta e isso é um ciclo eterno porque as pessoas são basicamente as mesmas desde 1900 e sei eu o quê. Tá, eles podem pegar o ferry e tals. MAS há sempre alguém da família que fica. Mesmo os rebeldes sem causa que se mudaram para Galway ou Londres, ainda tem mais da metade da família naquela sonífera ilha. E isso é incrível.


Aquilo devia ser um experimento social de alguma Universidade americana de Sociologia. Porque, honestly, nunca vi tamanho campo de amostragem! Não há como quebrar o vínculo com a ilha porque todos são meio família e vivem do business local. Isso causa muitas tensões e muita coisa boa ao mesmo tempo, naturalmente.


Coisas importantes da Ilhota perdida no Atlântico Norte:

-Um dia, esquecemos os faróis do carro ligados. Do momento que estacionamos o carro, trancamos, 30 segundos pelo path até a porta, abrir a porta. Trim, trim. Germod avisando que o farol estava ligado. Ok, thanks. Trim, Trim. Oh, thank you. Stephen, Penny just called saying the lights in the car are on. Alright! Celular: Trim, Trim. Anna-Marie? Oh, yes, we know. How do you know? A mulher x do Hostel mais adiante ligou para Anna-Marie (irmã do Stephen) porque nosso telefone estava ocupado. Ocupado com a Penny ligando. Juro. Em menos de 5 minutos, pessoas de 3 diferentes lugares estavam nos alertando sobre o cazzo das luzes do carro. 1984, Big Brother is wathcing you! For crying out loud;

- Existem 2 ferries que vão de Inis Mór a Roseville, 30 minutos de Galway. Uma é de moradores da ilha, outra de moradores de Connemara. Custa em torno de 8 dólares, two way, para moradores da ilha. Paguei morador;

- Um único supermercado, antes sem nome (Poles), hoje é franchising de uma grande cadeia irlandesa de mercados;

- Um restaurante de fast-food: Supermac's com um big ice-cream em frente, quebrando toda ruralidade do local;

- Uns 5 restaurantes, dos quais experimentei dois: Bayview e Pier House. Ambos em Killronan, a vila principal da ilha;

- Algumas atrações turísticas, como o Black Fort e o Don Aenghus. Não pagamos nenhum;

- Mais ou menos uns 15 sobrenomes;

- Um irmão esfaqueou o outro em frente ao filho por causa de terras;

- A filha do esfaqueador trabalha no supermercado franshising e é linda;

- O esfaqueador estava na missa de domingo;

- Duas meninas filhas do mesmo pai com duas irmãs;

- A irmã namora o primo;

- A vizinha vai casar com o primo, irmão do primo acima;

- O único mecânico vive bêbado e não trabalha. Sorte da Holden;

- A maioria dos jovens joga Gaelic Footbal aos sábados;

- O cunhado atropelou um senhor da família naos atrás, ficou low-profile durante um tempo, mas hoje é casado com a irmã e muito feliz, obrigada;


E muito mais na próxima edição das lembranças de minha catchola.

Adoro.

Adoro.


Yo.