Anteontem assistindo Australian Idol, Dicko - o mais feroz dos comentaristas - explica para Nathalie (com sua voz incrível) que era aquilo mesmo que ele esperava dela. Ela não é magra, nem loira, nem tem uma cinturinha fina. Ela é meio robusta, cabelão liso preto, traços arábicos. Bonita, I should say. Mas, aparentemente, não estava conquistando a audiência com sua imagem, apesar da voz maravilhosa! Naquela noite de Domingo, ela apareceu com um vestidinho básico meio branco, meio prata. Cabelo solto e meio modelado, maquiagem boa. Na noite anterior ela estava com uma blusinha azul bebê, cabelo preso em rabo de cavalo. Dali, para a nursing home, né Nathalie? Mas, enfim, o que me chamou a atenção foi o diálogo e a analogia usada por Dicko.
"That's what I am talking about. You have to take the Pop Road and turn left.
If you pass Beyoncé, you are in the right track.
If you reach Bjork, you have gone too far".
Que metodologia! Que metáfora compreensível! Que soco no estômago saber que somos mais que nossas vozes, idéias, trabalhos. Somos o que vendemos, como somos vistos por quem vê. Ou seja, a Nathalie é a mesma, mas ela certamente é mais vendável com cabelão solto pretão e vestido Dior que com seu Nurse Outfit. True, but hurtful.
Estou torcendo por ela. Com ou sem embalagem Pop a la Byoncé.
Né?