HER
Mais um dia. Oh, no. Eu lembro que odiava abrir os olhos. Ai, doia saber que o sono tinha acabado. Enquanto eu dormia, era a única parte do dia - míseras 6 ou 7 horas - em que meu coração não doía. Mas o sol chegou, a quarta-feira mais quente do ano. E eu levantei, against all my will, tomei café e um banho. Sem a mínima vontade de nada. Passei 3 das 8 horas em que estive no trabalho, na enfermaria. Calmantes, chás, conversas. Painkiller. Asshole killers would have been nice! Comecei a terapia, comecei a beber depois da terapia. Toda quarta era dia de Sasha. Mudava só a companhia. Raras as meninas de 25 anos que bebem toda santa quarta-feira religiosamente. Eu estava sempre lá. Comecei a beber de quinta, de sexta, de quinta e de sexta. Eis que um dia, entre desilusões e reuniões de pauta, surge uma idéia. Um convite para fuck off. E eu agarrei the world by the balls and yelled: "Fuck everybody, I am going to Oz..."
HIM
Ele morava num barco. Passava duas semanas on board, uma semana off in land. Duas semanas entre Iceland e Ireland, uma semana em Inis Mór. Dormia em bunks (3 horas por dia), comia potato salad e digestive cookies com tea. Sem muitos amores, sem muitos sonhos. Só o de ter seu barco um dia. E sair pescando e velejando o mundo. Uma vida not very excited. Cumprindo o que sabia fazer: tailling prawns. Um dia, um amigo também pescador de Mayo, veio com o convite para fuck off. E ele agarrou o world by the balls and said: "Fuck all, I am going Down Under".
HIM&HER
Eis que um dia, o destino assim quis, que he and she (or him and her) se conheceram. Trocaram figurinhas, números e cervejas. Dali para dividir uma casa, uma garrafa de vinho e uma vida, foi um pulo. E todos os dias agradecem a Deus pela oportunidade de terem se conhecido.
MORAL DA HISTÓRIA: Há seus motivos. Podemos não dar o devido valor no momento, mas temos que acreditar. E mover montanhas.
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Te amo, Stevie!
You are one of a kind.